magazine RISCO ZERO n2 - page 42

magazine risco zero
A organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que todos os anos são gastos,
em média, 4% do Produto Interno Bruto mundial, com custos directamente associá-
veis às doenças profissionais e aos acidentes de trabalho.
As mudanças estruturais e conjunturais na economia bem como a crise económica
e financeira mundial, o actual paradigma da falência financeira de muitas empresas
norte americanas e europeias, e os novos riscos emergentes, trazem à sociedade, no-
meadamente aos trabalhadores e seus empregadores, novos desafios que importa
analisar e antecipar. Estes novos desafios, nomeadamente na
prevenção dos riscos
profissionais
, não se localizam apenas nos países ditos industrializados e com eco-
nomia mais forte, mais sólida e robusta como, também, se encontram disseminados
por todo o mundo globalizado, nomeadamente nas economias emergentes e com
algumas fragilidades onde a questão da PREVENÇÃO ainda não é assumida como
um investimento social.
O atraso na implementação de uma verdadeira cultura da prevenção de riscos pro-
fissionais, segurança e saúde no trabalho, constitui um dos factores de maior entra-
ve ao desenvolvimento e sustentabilidade com qualidade, eficiência e eficácia no
trabalho e, ao mesmo tempo, um factor de inércia para encarar o futuro, todos os
novos desafios de uma forma mais positiva, mais optimista e resiliente, originando
o surgimento aqui e ali de acontecimentos perigosos, incidentes laborais (acidentes
e quase - acidentes de trabalho), com manifestos custos directos e indirectos nas
organizações. Esses custos nos dias de hoje, mais do que nunca, fazem-nos reflectir
o posicionamento da segurança, higiene e saúde no trabalho como parceiro estraté-
gico, ou seja, investidor, e não como tradicionalmente continua ainda a ser encarada,
como uma mera formalidade legislativa e reactiva a ter em conta, sob pena de incum-
primento legal.
As diferentes classificações de custos são utilizadas em função do objectivo que o
empregador pretende assumir. Para o efeito, temos os custos segurados e os custos
não - segurados (estes claro, mais onerosos para o empregador, pois não são transfe-
A.Costa Tavares / Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho
AS INCAPACIDADES LABORAIS
E SUAS CONSEQUÊNCIAS
PARA AS EMPRESAS
ARTIGO PROFISSIONAL
Custos segurados e custos não-segurados
"Nenhum
trabalho é
tão urgente
e importante
que não possa
ser planeado
e executado
com
segurança."
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