magazine RISCO ZERO n2 - page 52

magazine risco zero
Como classifica o ambiente de trabalho quanto aos riscos?
Quais considera serem os principais riscos a que os traba-
lhadores estão mais sujeitos na Conduril?
Nesse sentido, o sector da construção é bastante complicado
na medida em que existe uma panóplia bastante diversificada
de tarefas e ambientes de trabalho e com isso a exposição dos
trabalhadores aos riscos aumenta consideravelmente. Contu-
do, como uma das nossas matrizes de actuação nos remete
para a prevenção dos riscos a que todos os colaboradores
possam estar expostos na execução das suas tarefas diárias,
é nossa preocupação incutir em todos os trabalhadores a im-
portância do trabalho em equipa, na participação activa de to-
dos na execução das avaliações de riscos e na implementação
das respectivas medidas preventivas. Como já referi, neste
sector de actividade os trabalhadores estão sujeitos a uma va-
riedade muito grande de riscos, o que torna muito complica-
do definir a quais é que os trabalhadores estão mais expostos.
A ter que enunciar alguns, pela gravidade das consequências
e pela elevada exposição, diria que os entalamentos por ou
entre objectos, cortes por ferramentas eléctricas com disco,
atropelamentos/esmagamentos por veículos/equipamentos
pesados, elevação mecânica de cargas e as quedas em altura
serão os que mais trabalho exigem na preparação das tarefas.
Este facto implica que tenha que existir um trabalho muito
forte nos “bastidores”, na programação dos trabalhos e na for-
mação e informação a todos os colaboradores no sentido de
mitigar todos os riscos existentes em determinada empreita-
da para que todos possam, no final do dia, regressar às suas
famílias sem qualquer dano físico ou psicológico. Na Condu-
ril todos somos responsáveis pela Segurança.
É dada formação/informação acerca dos perigos inerentes
ao posto de trabalho e das medidas de prevenção adequa-
dos? Como? De quanto em quanto tempo?
Sim, a questão da formação e informação é fundamental para
que os processos de trabalho decorram da forma mais segura
possível. Todos os trabalhadores que chegam de novo a uma
obra passam por uma pequena formação/sensibilização acer-
ca das principais questões relacionadas com resposta à emer-
gência, condições de segurança, apresentação do estaleiro
com reconhecimento dos caminhos de evacuação e ponto de
encontro, etc., e é entregue um desdobrável ilustrativo com
estas informações básicas. Posteriormente, antes de iniciar os
trabalhos participa noutra formação de segurança onde lhe é
transmitido quais os principais riscos e medidas de prevenção
nas tarefas que irá executar. Também são realizadas algumas
formações prácticas com grupos de trabalhadores sobre te-
mas mais específicos como por exemplo combate a incêndios,
evacuação, actuação em caso de acidente, etc. Fazemos vários
simulacros anuais onde os trabalhadores participam de forma
activa no combate a incêndios, evacuação geral do estaleiro
para o Ponto de Encontro e resgate à vítima. Em algumas
obras já temos implementado um sistema de comunicação di-
ário com os trabalhadores onde, para além das sensibilizações
já descritas, antes de se iniciar a jornada de trabalho é feita
uma pequena reunião onde se transmite o que vai ser feito,
com que equipamentos e ferramentas mais importantes irão
trabalhar bem como os principais riscos e medidas preventi-
vas. Periodicamente, são feitas formações específicas com en-
trega de certificados, por empresas externas ao grupo, caso de
primeiros socorros e grupos de primeira intervenção no caso
de incêndio. De uma forma geral, sempre que se ache neces-
sário efectuar uma sensibilização para determinado tema, são
realizadas acções de formação com os trabalhadores onde se
partilha a informação importante para garantir a segurança
de todos.
Que meios usa a administração para saber o que é que os
trabalhadores pensam a respeito da organização, quais as
suas necessidades e os seus problemas?
Na minha óptica, a Administração está sempre muito perto
de todos os colaboradores, sendo que esta proximidade se
tem revelado um forte elo de ligação que permite um aces-
so directo à informação nas suas mais variadas vertentes e
contextos. Com acesso à grande maioria dos trabalhadores,
muitas das vezes nos seus locais de trabalho, as questões são
tratadas “sem filtro”, sem grandes adornos, o que definitiva-
mente se torna uma mais-valia no processo de reconhecimen-
to e validação dos problemas e das necessidades de cada um.
Para além desta preciosa linha de comunicação, temos tam-
bém um grupo de trabalhadores de todas as províncias em
que operamos, denominado de CPAT (Comissão de Preven-
ção de Acidentes de Trabalho). Trimestralmente reunimo-nos
no Estaleiro Central de Viana e cada um é convidado a expor
os problemas que foram sendo experienciados durante esse
período, partilhando a informação com o grupo. Para esse
efeito fazemos uso de Caixas de Sugestões espalhadas pelos
1...,42,43,44,45,46,47,48,49,50,51 53,54,55,56,57,58
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