magazine risco zero
É prática tradicional entre nós CENFOC, na fase prepara-
tória de cada ano formativo realizar acções de superação
técnica ao pessoal, particularmente aos formadores então,
reservar o mês de Fevereiro de 2017 para acções formativas
nesse domínio em parceria com o CSST, com primazia nas
temáticas sobre factores de risco e doenças profissionais do
sector da construção civil - ficaria como repto.
Não existem dúvidas de que o desenvolvimento de com-
petências visa o aumento da produtividade e emprego. De
que modo o CENFOC pode ser encarado como uma opor-
tunidade de empregabilidade para os nossos jovens?
Enquanto perdure esta situação de dificuldades, aliás severa
para o sector da construção civil, caracterizada pela redu-
ção acentuada de obras, níveis de desemprego elevados, em
nosso entender temporário, o foco pela formação profissio-
nal versos capacitação ou aprimoramento de competências
visando a especialização, deve continuar na perspectiva em
que as condições para elevação dos níveis de competências
existem e estão disponíveis para esta missão. O CENFOC
particularmente e as demais instituições de formação nes-
te sector devem desonerar aos formandos candidatos à for-
mação grande parte dos encargos atinentes ao processo. A
formação é caríssima em qualquer parte do mundo porém, a
ignorância mais cara ainda é!
O mercado de trabalho na construção civil, o mais afectado
em termos de preços de materiais e de empregabilidade é,
mesmo assim, um mosaico de oportunidades em toda a ex-
tensão do território nacional, sobretudo no tocante às áreas
técnicas especializadas se atendermos à desmobilização da
força de trabalho de estrangeiros que caracteriza o momen-
to.
O CENFOC, para formação inicial, apoia jovens desempre-
gados dando-lhes formação a custo zero, o que implica dizer
que o Estado assume os encargos decorrentes desta forma-
ção, exceptuando os cursos de mecânico de frio, estruturas
metálicas e electricistas. Para formação de profissionais es-
pecialistas, a conversa é outra porquanto o atendimento des-
te nível de formação exige o concurso, regra geral à bolsa
externa de formadores, salvo casos pontuais e os encargos
com os formadores são elevados.
O quadro presente que caracteriza o mercado e sem preju-
ízo do que se fornece hoje em termos de mão-de- obra, já
impõe novas respostas às novas exigências, respostas estas
já configuradas como tarefas para implementar a partir de
2017. Por outras palavras, continuaremos a fazer o que temos
feito porém, capitalizando novas valências com novos perfis
profissionais de saída, à priori mais completos em resposta
às dinâmicas do mercado. O constrangimento poderá residir
eventualmente no comportamento das dotações do O.G.E,
indispensáveis para garantir o sucesso do novo modelo que
pretendemos lançar no mercado. Se o comportamento finan-
ceiro de apoio à formação profissional para 2017 seguir o
comportamento de 2015 e 2016, complicará o processo.
Face à actual conjuntura económica, qual é a tendência
de procura para a realização destes cursos profissionais?
Quer para formação inicial, como para formação contínua,
os indicadores de procura pelos serviços de formação regis-
ta uma curva descendente em 2016. Uma boa parte dos can-
didatos apresenta dificuldades na assumpção dos encargos
com o transporte, calçado adequado e outros meios de uso
e responsabilidade pessoal. Considerando a especificidade
da área de formação a que estamos afectos “construção ci-
vil“ as componentes biológicas e psicofísicas dos formandos
devem funcionar num todo harmonioso sendo o factor dé-
fice alimentar uma constante entre os formandos, visto que
a maior parte dos jovens vão para formação sem a refeição
da manhã, o que obriga o redobrar da atenção por parte dos
formadores a partir das 11 horas, altura em que os índices
de concentração começam a diminuir, representando perigo
adicional à ocorrência de acidentes à condição exposta nas
oficinas.
O CENFOC tem previsto o alargamento das suas activida-
des numa perspectiva de diversificar a oferta por outros
pontos do país?
É uma oportunidade em perspectiva uma vez que pretende-
mos “ sonho “ fazer do CENFOC uma unidade de referência
em matéria de formação profissional no sector da constru-
ção civil e obras públicas. Desde a criação desta unidade
até ao momento temos dado passos substantivos, quantita-
tivos e qualitativos. Terminamos o primeiro ano formativo
em 2009 com 5 especialidades e aproximadamente 130 for-
mandos e hoje a nossa grelha formativa comporta aproxima-