magazine RISCO ZERO n7 - page 11

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“É de pequeno que torce o pepino” diz o adágio popular. Na
modalidade de formação inicial para os cursos direcciona-
dos à construção civil, os discursos e as acções começam
cedo ou seja, a partir dos primeiros contactos entre os candi-
datos à formação e os orientadores profissionais. Já na con-
dição de formandos estão expostos a acidentes de trabalho
durante o ano formativo, aproximadamente, 190 jovens no
centro, como na condição extra oficina e o nosso slogan é: “
COMECE O DIA EM SEGURANÇA E TERMINE SEM ACI-
DENTE ”.
A problemática dos acidentes laborais constitui uma pre-
ocupação permanente e, como acção preventiva, todos os
formadores e não só agem no sentido de serem evitados
acidentes, sendo condição “ sine qua non “ o uso de equipa-
mentos de protecção individual extensivo aos formadores,
formandos e pessoal auxiliar e jardineiros, sem descurar a
utilização de sinaléticas a exemplo de cones e fitas com bar-
ras para indicar qualquer risco iminente.
Portanto, o aprendizado emmatéria de prevenção de aciden-
tes de trabalho é prioridade curricular. Por outro lado, o con-
tacto directo com o mundo da construção civil que ocorre
aquando das nossas visitas reforça e alerta os formandos.
Um dos objectivos da Segurança, Higiene e Saúde no Tra-
balho é a identificação de factores de riscos a que o traba-
lhador está exposto no seu local de trabalho. Esta matéria
faz parte do currículo dos cursos ministrados no CENFOC?
A natureza do objecto social do CENFOC, induz-nos como
obrigação a uma actuação acautelatória no sentido de preve-
nir eventuais riscos. A postura assumida na nossa comunica-
ção interna entre os funcionários e formandos é: Cuidar da
propensão ao acidente a que estamos todos sujeitos e, muito
particular, em contexto de oficina de formação apetrechadas
com máquinas melindrosas e em funcionamento e, também,
o uso adequado das mesmas, a assistência técnica periódica
dos meios motorizados, etc. Embora os factores de risco pos-
sam ter similitudes entre os diferentes cursos ou áreas forma-
tivas existentes, o certo é que cada oficina tem especificidades
próprias e, consequentemente, atendíveis na sua dimensão
particular. Há assuntos comuns que são tratados na genera-
lidade porém, outros existem e reclamam tratamento diferen-
ciado. Com humildade reconhecemos que ainda não é tratado
com o rigor profissional exigido porém, entre começar e nada
fazer temos que optar.
“ Comece o dia em
segurança e termine
sem acidente ”.
A componente que denominamos sócio-cultural contém vá-
rios módulos sendo o de Segurança, Higiene e Saúde no Tra-
balho parte integrante dos currículos de todos os cursos, so-
bretudo os de formação inicial, cujo conteúdo é ministrado
em 8 horas de sessões interactivas, geralmente ministrados
por um técnico superior do ramo de engenharia civil. Em
contexto de aprendizado prático na oficina, os conteúdos re-
lacionados com a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho,
são reforçados pelo formador da especialidade profissional
durante os nove meses de formação.
No que concerne a especialistas na área da Segurança no
trabalho da construção, está prevista alguma formação
nesse sentido?
A título experimental já ministramos cinco acções de forma-
ção direccionadas para o sector da construção civil, com du-
ração de 56 horas formativas e foram beneficiários estudan-
tes universitários do curso de engenharia civil e similares e
trabalhadores de empresas do mesmo ramo, acções orienta-
das por uma técnica superior de engenharia civil que vem
sendo capacitada neste domínio e supervisionada por um
engenheiro civil. Estas acções formativas são desenhadas e
ministradas como acções de formação contínua não avança-
da, nem na perspectiva de especialização senão na perspec-
tiva de capitalização de saberes integrados indispensáveis
aos profissionais. As apreciações feitas pelos formandos no
final de cada acção revelaram indicadores positivos e enco-
rajadores. Três das acções aludidas tiveram a participação
directa da empreiteira Soares da Costa com palestras e visi-
tas a obras de grande porte.
Ainda neste domínio, está previsto para 17 de Outubro do cor-
rente, período da tarde o arranque de mais uma acção de for-
mação que decorrerá nos moldes já invocados. Outrossim, há
um défice que tem de ser colmatado, o aspecto referente a ca-
pacitação/ superação permanente dos formadores nesta espe-
cialidade, como suporte para elevação dos níveis de prevenção.
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