Magazine Risco Zero #36
Dra. Isabel Contreiras × Consultora Corporativa de Segurança e Protecção certificada (NEBOSH - IGC) × Especialista em Conformidade em SHST e Preparação para Emergências × Experiência em Gestão de Risco e Planeamento Estratégico × Formadora Certificada nas formações, evitar improvisações e reportar sintomas ou alterações de saúde potencialmente relacionados com a actividade profissional. Estas atitudes fortalecem a prevenção e reforçam a responsabilidade partilhada entre organizações e trabalhadores. As lideranças também desempenham um papel determinante ao incentivar o diálogo sobre segurança, investir em avaliações periódicas das exposições e promover programas de vigilância da saúde. A prevenção deve começar muito antes do aparecimento de uma doença ocupacional, através da identificação precoce dos perigos e da implementação de medidas de controlo eficazes. Afinal, a segurança não é construída apenas através de grandes investimentos ou equipamentos sofisticados. Ela nasce das escolhas que fazemos todos os dias, da capacidade de questionar aquilo que parece normal e da consciência de que proteger a saúde é uma responsabilidade colectiva. Porque, no contexto da exposição ocupacional, nem todo o risco é visível. Mas todo o risco pode e deve ser identificado, avaliado, controlado e prevenido. Na Saúde e Segurança no Trabalho, os maiores perigos nem sempre são aqueles que conseguimos ver, mas sim aqueles que aprendemos a ignorar. A verdadeira prevenção começa quando decidimos procurar o invisível antes que ele se torne irreversível. /51
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=