Magazine Risco Zero N.º 34
ARTIGO PROFISSIONAL CONTRIBUIÇÃO DA SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PARA UMA CULTURA INCLUSIVA NO LOCAL DE TRABALHO Quando abordamos a questão da cultura de segurança, higiene e saúde no trabalho, estamos a evidenciar um conjunto de valores, crenças, normas e práticas adotadas por umadeterminadaorganizaçãoquepriorizaadimensãohumana comoumbemintangível comvalor acrescentado para o desenvolvimento damesma pelo que, é demonstrado que existe um maior investimento na manutenção e melhoria das condições sociotécnicas numa óptica de responsabilidade colectiva, envolvendo a participação activa de todos os níveis hierárquicos apostando fortemente no bem-estar físico, social e mental de todos. Simultaneamente, a cultura de segurança, higiene e saúde vai para além do simples cumprimento legal e normativo. Ela visa a criação de um ambiente e um clima organizacional onde a prevenção de acidentes e a promoção do bem-estar são dois vectores interligados e interdependentes, refletindo- se na percepção, nas atitudes e consequentemente nos comportamentos dos trabalhadores. Existem algumas estratégias que consideramos importantes na adopção de uma cultura de segurança, higiene e saúde no trabalho mais inclusiva: • Engagement: Compromisso da administração que valorize a diversidade e tenha uma particular sensibilidade e respeito ético para os trabalhadores independentemente das suas origens étnicas, género, orientação, religião, idade, deficiência ou outras características diferenciadoras. A equidade deve assumir-se como uma estratégia de gestão de pessoas devendo ser encarada como um imperativo social e humano. Todos os trabalhadores devem ser respeitados e estimulados a desenvolverem as suas competências, os seus saberes e as suas capacidades com ênfase num sentimento de pertença; • Liderança: A liderança deve ser empática, assertiva, colaborativa e situacional, mediante os vários estádios de formatação cultural, académico e linguístico, contribuindo para impulsionar a integração e o crescimento das equipas. Pretende-se estimular as competências éticas, bilingues e culturais para melhor gerir os vários públicos internos; Dr. A. Costa Tavares magazine risco zero
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=