Magazine Risco Zero N.º 34

/15 palavra, novos riscos ocupacionais. É preciso estudá-los para conhecer, avaliar e prever o impacto que podem provocar a curto, médico e longo prazos na saúde física e mental dos operadores destas novas tecnologias. Os computadores trouxeram grandes progressos em todas as áreas da nossa vida, mas também trouxeram vícios de postura que causam lombalgias, tendinites, doenças oculares e até mentais! As novas formas de trabalho adoptadas pelas organizações, aportaram maior eficiência nos seus processos, mas também reduziram pessoal, ao mesmo tempo que aumentaram as demandas cognitivas, e a necessidade demaior diferenciação dos seus trabalhadores, que se tornaram multifuncionais, com metas de produção mais exigentes e inflexíveis, o que aumentou a insegurança dos trabalhadores e a instabilidade nos empregos, motivada pelos despedimentos. Desta forma, diminuiu a coesão social entre os funcionários e exponenciou-se o risco psicossocial, o assédio moral no local de trabalho, o stress laboral, as doenças mentais relacionadas ao trabalho e o suicídio. Não são poucos os relatos por parte dos trabalhadores de sinais e sintomas que caracterizam a Síndrome de Burnout, sem apoio dos profissionais de Medicina do Trabalho, que de forma preventiva poderiam estabelecer estratégias de prevenção nas organizações, de forma a proporcionar um ambiente de trabalho mais saudável e “mais amigo para o trabalhador”. Os serviços de Saúde Ocupacional de forma geral e o médico do trabalho de forma particular, devem estar atentos a todos estes fenómenos, interpretá-los correcta e oportunamente, de forma a prevenir e diagnosticar precocemente todos os agravos à saúde dos trabalhadores e estabelecer o respectivo nexo causal com o trabalho, função ou ocupação profissional. Mais do que realizar exames médicos ocupacionais

RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=