Magazine Risco Zero N.º 31
/73 Eng. Germano Ginga Experiente em gestão de QHSE, com vários anos de experiência na área. Além disso, tem também experiência na área da gestão, empreendedorismo e investimento, sendo apaixonado pela sua carreira. dentro de uma escala (por exemplo, 1 – 3 – 5). Essa técnica permite priorizar as ações para riscos de alto grau — aqueles que têm alta probabilidade de ocorrer e, ao mesmo tempo, geram resultados mais graves. Enquanto isso, os riscos que dificilmente vão acontecer, e aqueles que geram resultados de baixa gravidade, podem ser analisados posteriormente. Para todos os riscos identificados, o responsável deve avaliar cada um deles de forma isolada. Logo, é preciso que as deficiências de cada setor e de cada equipamento de trabalho sejam expostas. Em resumo, esta etapa da avaliação de riscos pode calcular as estatísticas e necessidades de adequação de cada falha. O intuito final é fornecer informações precisas sobre a gravidade de cada problema e em que situação a empresa se encontra no que diz respeito a negligências. Passo 4: anotar os Riscos identificados Agora que já avaliamos os Riscos todos, é preciso registrar o que se identificou. Este processo documental, deverá também ser partilhado com a I.G.T (Inspeção Geral do Trabalho), para registo. De forma geral, você precisará registrar algumas informações, tais como: • Detalhes sobre as pessoas que realizaram a avaliação de Riscos; • A data que a avaliação foi realizada • Medidas de controlo existentes e como elas funcionam • Detalhes sobre os locais e actividades avaliadas • Medidas adicionais necessárias • O que deverá ser feito para colocar o Risco sob controle Estas informações, deverão ser colocadas em um documento (podendo ser uma planilha) que deverá ser partilhada com todos os colaboradores, sobretudo aos directamente ligados as actividades que foram avaliadas. O documento resultante desta etapa, deverá ser capaz de fornecer a empresa informações precisas sobre: • Necessidade de substituição de equipamentos defeituosos • Orientações sobre o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) • Treinamentos necessários • Cursos relacionados a assuntos específicos da segurança no trabalho • Cronograma de metas e objetivos • Monitoramento das taxas de adesão e controle • Campanhas de conscientização As medidas acimas mencionadas em cada avaliação de Riscos, devem ser capazes de evitar Recorrências. Passo 5: Revisão periodicamente Quem realiza avaliação de Riscos, deve saber que as situações mudam periodicamente em função de factores internos e externos na empresa e por tanto, os riscos identificado também estarão em constante mudanças. A medida que novas pessoas vão entrando na empresa, novos equipamentos e processos, é obvio que novos Riscos estarão associados a estas mudanças. Assim sendo, a avaliação de Riscos deve ser periodicamente reavaliada, para determinar quais mudanças ocorreram ao longo do tempo. O ideal é que a revisão periódica seja feita num intervalo não superior a 1 ano, ou antes disso, caso se verifique: • Acidentes de trabalho em actividades anteriormente avaliadas • Mudanças no modo operacional da activiadade • Mudança substancial no nível de competência das pessoas que realizam a actividade • alteração da legislação e normas técnicas operacionais específicas a cada actividade com estes 5 passos acima, está então feita uma boa avaliação de Riscos. É fundamental que as empresas criem ambientes de trabalho seguros para os seus colaboradores, através da identificação e avaliação de Riscos de cada operação a ser realizada no local de trabalho. Benefícios da avaliação de Riscos para as empresas Muitos são os benefícios que as empresas alcançam ao realizarem avaliações de Riscos nas suas actividades, tais como: • Evitar multas, penalizações e paragem das actividades • Aumento da produtividade • Redução de custos operacionais • Criação da cultura de segurança no trabalho
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