Magazine Risco Zero nº29

magazine risco zero A Mulher Trabalhadora enquanto gestante, pode dedicar-se ao trabalho de modo que empenhe essa energia a concretizar objectivos que mais à frente da sua carreira, serão benéficos como contribuir para o planeamento e organização de actividades estruturantes. Quando a demanda do trabalho diminui, pode ainda analisar normas e procedimentos e como é possível criticá-los no sentido de melhoria contínua. A sua energia pode ainda ser útil para actividades que requerem disponibilidade como eventos de equipa. Este tipo de atividades permite à Mulher em fase de gestação despender a sua energia, contribuir com a sua experiência e a organização ganha momentos de bem-estar e cultura organizacional. Na véspera da Mulher gestante, preparar a ida para a maternidade, há mais uma oportunidade de vivenciar-se o bem-estar e o equilíbrio entre a vida pessoal, em que a Mulher se encontra e a vida profissional, quando visto por dois prismas diferentes: primeiro é a empresa que também pode dar o seu melhor e a liderança ter empatia em proporcionar também à Mulher Trabalhadora, momentos de reflexão sobre a maternidade no local de trabalho, como compreensão de que a energia da Mulher Trabalhadora encontra-se em fase mais lenta e que por isso, as suas tarefas podem ser rotativas, como tarefas que exijammais alguma concentração e análise e menos tarefas que exijam energia activa. Aempresa ou a liderança da equipa onde aMulher está inserida, pode analisar a sua actuação de negócio com o olhar de qual a experiência que está a proporcionar para os seus trabalhadores. Ainda neste momento do início da maternidade, a Mulher Trabalhadora, apresenta o segundo prisma interessante para a vida profissional: quando umTrabalhador, ausenta-se por férias normalmente, aproveita o momento para recarregar energias, olhar “fora da caixa” e regressar ainda melhor. É aqui que a Mulher Trabalhadora, futura Mãe, pode ter esperança no seu futuro profissional. Quando regressa-se ao trabalho, a Mulher e Mãe Trabalhadora, traz mais do que a sua responsabilidade pessoal, que requer o chamado “horário de mãe”, ou os “dias de vacina”, traz o seu comprometimento com a vida e com o trabalho. A dedicação da Mãe Trabalhadora é fortalecida, com o facto de esta ter metas a cumprir, metas estas que parece estar em desvantagem face aos colegas que sempre ali estiveram. A colaboração da equipa e o apoio da liderança, é fundamental para que tarefas sejam revistas de modo que a Mulher, Mãe Trabalhadora possa contribuir para a empresa de forma positiva. O equilíbrio aqui entende-se quando a Mulher e Mãe Trabalhadora, consegue encontrar uma rede de apoio para a sua nova etapa da vida pessoal. Recentemente li um artigo numa página do Instagram, @ wmangola como seria bom “se a depressão sangrasse para que o meu chefe entendesse a dor”. A Mulher, Mãe Trabalhadora, enfrenta muitas vezes sem saber uma depressão pós-parto. Razões inúmeras, como a falta de sono, a responsabilidades acrescidas, um pequeno ser-humano, que não comunica na mesma linguagem que nós, mas que tem uma enorme demanda, 24h do dia são insuficientes. A Mulher agora Mãe, precisa recorrer à sua energia mental e inteligência emocional para saber socorrer-se dos recursos além daqueles a que tem controlo. E isso é mais um exemplo, do seu poder. Precisa encontrar no trabalho, uma outra fonte de contribuir, de exercer a sua influência como Mulher. A nível profissional, a sua carreira, pode nesta fase enfrentar, apresento apenas 3 das muitas opções: a primeira pode ser apenas estabilidade (entenda-se, não acomodar-se) mas sim ganhar consistência no seu trabalho e nos processos críticos da função e é a consolidação profissional. A segunda opção, pode representar a aposta no desafio profissional, onde podemos falar de funções mais exigentes como técnico sénior, onde encontra-se ainda a especialidade na função; ou a necessidade de passar para outra função, atendendo que a sua anterior precisava de ser assegurada por outro trabalhador, e se isto acontecer, a Mãe Trabalhadora, também pode visualizar de forma positiva, pela possibilidade de nova aprendizagem e oportunidade de recomeçar; a terceira e última opção que trago, é uma necessidade de responsabilidades acrescidas, como gestão de equipas. E aqui a Mãe Trabalhadora, tem que ser comprometida o suficiente para saber quais as suas capacidades para equilibrar essas duas etapas da sua vida. Hás vezes temos de saber dizer não mas há muitas outras vezes em que a Mulher precisa de se desafiar e garantir que é capaz de abraçar oportunidades tão grande quanto os seus filhos. Em qualquer uma das três opções acima referidas, deverão ser encarados de forma normal para a Mulher Trabalhadora bem como pela empresa. Há uma frase célebre que diz que “a Mulher tem que trabalhar como se não tivesse filhos e cuidar dos filhos como se não tivesse trabalho”. Pois, isto talvez seria mais simples se houvesse Parentalidade, no verdadeiro sentido em que o Homem tivesse que passar por todas estas etapas na mesma proporção em que poderíamos avaliar o desempenho na mesma medida.

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