Magazine Risco Zero nº28

magazine risco zero Dr. Telmo dos Santos ARTIGO TÉCNICO A sinistralidade rodoviária é dos grandes males do Século XXI e afecta todos os sectores da economia e de actividade a nível global, e apesar dos esforços, das políticas e iniciativas implementadas, todos os dias morrem pessoas nas estradas em todo mundo. Seporumladomorrempessoasnasestradas,poroutroladotambémacontecem acidentes fatais em indústrias e unidades fabris, com o uso de maquinaria e equipamentos de elevação, carga, empilhadora, acondicionamento e transporte de mercadoria e carga, até em ambientes de trabalho controlados. SEGURANÇA RODOVIÁRIA NO SECTOR MINEIRO O sector da exploração mineira e diamantífera não é diferente e muitos são os acidentes que acontecem, com consequências graves e até incapacidades por conta destes acidentes, frequentemente associados a: 1. Falta de formação dos condutores e operadores de máquinas; 2. Falta de atenção durante as operações; 3. Ausência ou má avaliação do risco; 4. Operação sob influência de álcool, drogas, cansaço ou fadiga; 5. Operações nocturnas sem as condições de iluminação; 6. Instabilidade dos solos; 7. Falta de manutenção dos equipamentos; 8. Problemas mecânicos com os equipamentos; 9. Outros. No triângulo da segurança rodoviária (homem, via pública e viatura), o factor humano é o único elemento que tem vida, pensa, raciocina e tem livre arbítrio, logo a maior responsabilidade recai sobre o mesmo, na medida em que pode ver, agir e reagir convenientemente e em segurança para garantir a prevenção de acidentes rodoviários, por isso, deve ser submetido desde cedo ao processo de educação e segurança rodoviária, na vertente de literacia, comportamento e atitudes que concorram para ser um bom condutor, exposto a estímulos e experiências positivas e seguras em qualquer operação. Se por um lado, nos beneficiamos da contribuição do sector mineiro no PIB nacional, por outro lado, devemos assegurar que esta contribuição esteja livre do sangue de alguns e do peso brutal com a perda de outros. Desta feita, as empresas do sector devem ter: 1. Políticas claras; 2. Procedimentos rigorosos; 3. Planos de formação; 4. Supervisão adequada; 5. Sensibilização constante; 6. Mecanismos de controlo e garantia de segurança nas operações. Estas acções devemser consubstanciadas emuma cultura forte de segurança e protecção das pessoas, protegendo prioritariamente: 1. As pessoas; 2. O meio ambiente; 3. A propriedade; 4. O negócio, a imagem e a reputação. Nenhum negócio ou sector é isento de riscos. Todavia, há sectores onde o risco é elevado, outros moderados e ainda outro, baixo. E o sector mineiro é um dos sectores em que tradicionalmente, o risco é elevado e a preocupação deve ser redobrada. Alguns deles podem ser: • Quedas de rochas; • Escorregamento de terreno;

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