Magazine Risco Zero nº28

/59 Dr. Telmo dos Santos × Responsável do Departamento de Saúde, Segurança e Ambiente da multinacional Angolana Unitel SA, gestor das áreas de Saúde Ocupacional, Higiene e Segurança no Trabalho, Medicina e Psico- logia do Trabalho e do Trânsito, Segurança Rodoviária, Sustentabili- dade e Responsabilidade Ambiental. × Técnico Superior de Saúde e Segurança Ocupacional e Mestre em Gestão Ambiental, Saúde e Segurança Ocupacional, pela Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade de Sunderland, Londres e Doutorando em Psicologia pela Atlantic International University, nos EUA. × Especializado em Higiene Industrial pela Faculdade de Higie- ne Industrial de Londres e tem as certificações internacionais da NEBOSH e IOSH. × Docente Universitário, rosto de várias conferências nacionais e internacionais e autor de vários artigos técnicos sobre segurança rodoviária, ambiente, saúde e segurança no trabalho. × Trabalhou durante 10 anos na petrolífera BP, é Vogal da Direcção da AAMGA (Associação Angolana de Manutenção e Gestão de Activos), membro da Comissão Instaladora da AASSO (Associação Angolana de Segurança e Saúde Ocupacional) e membro do Nú- cleo Autónomo de Segurança no Trabalho da APSEI (Associação Portuguesa de Segurança). • Manobras de equipamentos; • Enterramento de equipamento; • Queda de pessoas; • Energia elétrica; • Condução. Este último é muitas vezes negligenciado e diluído em todos os outros, por conta da sua aparente insignificância ante ao gigantesco perigo das operações em si. Todavia, a condução e a operação de gruas e máquinas é um elemento fundamental desta indústria, potenciando o seu desenvolvimento e crescimento interno. Com base no triângulo da segurança rodoviária, os dois elementos iniciais são de grande relevância, a saber: o homem e o veículo, sendo que a via é o que é e sem grande possibilidade de alteração ou melhoria que espelhe o cenário ideal dos mais elevados padrões de segurança rodoviária. Tendo a via de lado, é preciso ficar pelo menos 70% de atenção no factor humano e 30% no veículo. Medidas de componente humana: 1. Formação e capacitação; 2. Não conduzir ou operar máquinas sob efeito de álcool, drogas, cansaço ou fadiga; 3. Não falar ao telefone ou usar dispositivos electrónicos; 4. Usar sempre o cinto de segurança, quando aplicável; 5. Respeitar os limites de velocidade da área; 6. Não exceder os limites de peso e carga; 7. Ter sempre muita atenção aos trabalhadores no local e a operações simultâneas; 8. Não agir nunca de forma insegura; 9. Corrigir imediatamente qualquer condição insegura; 10.Submeter-se aos exames médicos ocupacionais da medicina do trânsito, com vista a garantir a aptidão médica para o exercício de condução ou operação de máquinas. Por outro lado, em relação ao veículo/máquina/ equipamento, é fundamental: 1. Garantir a segurança no equipamento; 2. Garantir a manutenção e revisão periódica; 3. Fazer a verificação diária do equipamento antes de operar (check-list); 4. Não fazer alteração alguma ao equipamento e usar de acordo as recomendações do fabricante. Estas medidas não devem ser de carácter facultativo ou de dependência na boa vontade ou sensibilidade dos trabalhadores ou operadores destas máquinas, mas antes parte integrante da cultura organizacional, das políticas e procedimentos, bem como de mecanismos de controlo, promoção e elevação dos actos seguros e dos indicadores positivos de segurança no trabalho. No fim do dia, trata-se de garantir que cada trabalhador regresse à sua casa e para o seio da sua família, em segurança e com saúde, sem que o principal, a saber a saúde, a segurança e a integridade física, estejam comprometidas de forma irresponsável. Nas minas, como em qualquer outro sector, é imperioso pensar segurança, respirar segurança, agir com segurança, influenciar positivamente e fazer de tudo para prevenir os acidentes.

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