Magazine Risco Zero nº28
/33 intensidade e da duração da exposição, podendo revestir as formas de silicose aguda ou silicoproteinose, silicose acelerada e silicose crónica – simples ou complicada, no que diz respeito à apresentação radiológica(5). A exposição a poeiras de minas de carvão e a sílica tem sido associada a padrões fisiopatológicos e de radiografia do tórax que podem ser erroneamente classificados como Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI). O diagnóstico de FPI deve ser efetuado com particular cuidado em doentes que tenham uma exposição substancial a poeiras fibrosantes (4). As alterações radiológicas destas pneumoconioses variam desde lesões micronodulares, até formas extensas com conglomerados fibróticos, de predomínio nos lobos superiores. Entre as principais alterações funcionais observadas no estudo funcional respiratório destes doentes profissionais, destaca-se o padrão restritivo e a diminuição da capacidade de difusão do monóxido de carbono (DLCO), associada muitas vezes a hipoxémia, inicialmente em esforço e em seguida, também em repouso. A coexistência com outras doenças (nomeadamente tuberculose pulmonar e patologias auto-imunes), deve ser estudada com particular atenção. Por exemplo, a exposição a sílica pode agravar doenças pré-existentes e também tem sido associada a um risco acrescido de lúpus eritematoso sistémico (LES), dermatomiosite, vasculites, esclerodermia, doença renal e artrite reumatoide (4). Considera-se, também, que a exposição à sílica desempenha um papel na forma acelerada de fibrose maciça progressiva em mineiros com artrite reumatóide, conhecida como pneumoconiose reumatoide ou Síndrome de Caplan (4). A asbestose é definida como uma fibrose pulmonar intersticial difusa que é consequência da exposição ao amianto e pode ocorrer em trabalhadores da indústria mineira, nomeadamente no âmbito da mineração de amianto (3, 6). Muitos destes
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