Magazine Risco Zero nº27

/25 devem adotar várias estratégias para prevenir problemas de saúde mental. A sensibilização e a psicoeducação são aspetos essenciais nesse processo. Quando falamos em sensibilização, falamos sobretudo na promoção, junto dos vários elementos de uma comunidade universitária, de conhecimento sobre o tema da saúde mental, a sua importância, os sinais e sintomas a que devem estar atentos, bem como as estratégias de promoção e prevenção, quer para os próprios, quer para os que os rodeiam. Independentemente das formas de sensibilização escolhidas – por via de palestras, workshops, conferências, cartazes, vídeos, entre tantas outras – o relevante é que o resultado do processo de sensibilização seja trabalhadores mais informados, mais alertados para os sinais e sintomas e, sobretudo, agentes de desmistificação do estigma existente em torno das questões de saúde mental. Promove-se, assim, uma cultura organizacional marcada pela empatia e entreajuda, mas também pela abertura do diálogo e à desmistificação. Todavia, apesar da importância das ações de sensibilização, importa que a ação da instituição seja concertada e holística, isto é, importa não só sensibilizar, mas também fornecer aos trabalhadores as ferramentas e recursos necessários para lidar com o stress e os desafios diários do ambiente de trabalho. Tal pode incluir uma aposta na oferta formativa sobre gestão de stress, resiliência, inteligência emocional e conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar, entre outros temas, que devem ser escolhidos tendo em conta o contexto da instituição e os resultados do diagnóstico organizacional. Estas e outras iniciativas capacitam os trabalhadores a lidar de forma mais adaptativa com os desafios do trabalho e a promover o seu próprio bem-estar psicológico. Outra estratégia importante prende-se com a criação e promoção de ambientes de trabalho saudáveis, que promovam o bem-estar psicológico. Isso envolve a implementação de políticas e práticas que reduzam o stress

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