Magazine Risco Zero nº26
magazine risco zero inseguros) e resolvê-los efetivamente de forma proactiva contribui efetivamente para a prevenção de incidentes e/ou prevenção da repetição dos mesmos ou semelhantes erros e comportamentos inseguros. Este sistema, para ser eficaz necessita que as pessoas sejam treinadas para efeito, sendo a formação e a qualificação de profissionais o segredo do sucesso das organizações. Implementar uma cultura de segurança é extremamente importante para o sucesso de una organização. Behaviour based on safety (BBS), ou seja, comportamento baseado na segurança é uma abordagem proactiva para aumentar o comportamento seguro numa determinada atividade, uma vez que se concentra na redução de perigos, riscos e incidentes, observando o comportamento de uma pessoa e determinando o que se segue quando esse comportamento ocorre. Isso leva a que uma determinada organização analise o estado em que se encontra. Entender a cultura de HSE é uma das ferramentas mais usadas no mundo para medir a cultura de HSE. A cultura pode ser dividida em cinco níveis de desenvolvimento, do ‘Patológico’ ao ‘Gerativo’, como mostra a figura abaixo. Patológico: as pessoas realmente não se importam com HSE e são motivadas apenas pela conformidade legal e/ou não são apanhadas em incumprimento. Reativo: a segurança é levada a sério, mas somente após o incidente acontecer. A direção fica frustrada pelo incumprimento dos trabalhadores. Calculativo: foca-se em sistemas e números. Coleta e análise de dados, muitas auditorias são realizadas e as pessoas começam a sentir que sabem "como funciona". A eficácia dos dados recolhidos nem sempre é comprovada. Proactivo: deixar de gerir o HSE com base no que aconteceu no passado para evitar o que pode dar errado no futuro. Os trabalhadores já adquiriram alguma formação e começam a desenvolver esta prática em linha com função de HSE quer por usa vez diminui em número e fornece aconselhamento em vez de execução. Generativo: as organizações estabelecem padrões muito elevados e tentam excedê-los. Eles usam o fracasso para melhorar, não para culpar. A direção sabe o que realmente está a acontecer, porque a comunicação funciona e a partilha de informação também. A gestão tem conhecimento. A organização como um todos tenta estar o mais informada possível, porque isso as prepara para o inesperado. Esse estado de "desconforto crônico" reflete a crença de que, apesar de todos os esforços, erros podem ocorrer e mesmo problemas menores podem se transformar rapidamente em falhas que ameaçam o sistema.
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