Magazine Risco Zero nº25
/47 Imaginem só, uma criança que deveria estar na escola, e nos tempos livres a ser criança. Na terceira imagem temos a Laura Petty de 6 anos, trabalhava na apanha da fruta numa quinta emJenkins, perto de Baltimore, Maryland(1909). Esta imagem é dos “Meninos demolidores", crianças que trabalhavam nas minas de carvão da Pensilvânia, onde separavam manualmente o carvão da ardósia. Geralmente trabalhavam dez horas por dia, seis dias por semana. A asma e o pulmão negro eram comuns entre os garotos demolidores, e muitos perderam membros depois de serem pegos em máquinas, ou foram esmagados até a morte por montes de carvão ou sob as correias transportadoras que trabalhavam perto. O trabalho infantil praticamente sempre existiu, e ainda existe, inclusive aqui em Angola, mas desenvolveu-se muito durante a revolução industrial, onde a necessidade obriga as crianças a trabalhar, recebiam menos, e não tinham “voz” na reclamação das condições de trabalho e salariais, as condições de trabalho erammiseráveis, as horas de trabalho erammuitas, e normalmente não tinham hipótese de frequentar a escola. No séc. XIX muitas foram as iniciativas para acabar com trabalho infantil tentando criar um mecanismo para obrigar as crianças a ira a escola, considerando uma escolaridade mínima obrigatória. No entanto, o trabalho infantil continuou a existir em muitas partes do mundo e hoje em dia ainda existe. Em 1919 é criada a OIT – Organização internacional do trabalho que veio preocupar-se com a protecção dos direitos da criança, tendo criado 61 convenções com menção ao trabalho infantil e juvenil. O trabalho infantil em países desenvolvidos com mercados bem regulados se existe não é muito visível e é altamente punido, no entanto ainda existem muitos países no mundo em que o trabalho infantil continua amplamente difundido. Existem quase 200 milhões de crianças pelo mundo fora envolvidas em várias formas de trabalho infantil. Principalmente no mercado informal. O trabalho infantil é mais comum em países em desenvolvimento, onde vivem mais de 90% das crianças afetando cerca de 211 milhões de crianças, (sendo que o continente com a maior taxa de emprego infantil é a sia com 61%, seguida pela frica e América Latina.). Quase 41% das crianças na frica têm menos de 14 anos, seguidas pela sia com 22% e América Latina 17%. A Índia fez progressos na redução do trabalho infantil. No entanto, mais de 4 milhões de crianças na Índia entre 5 e 14 anos trabalham mais de 6 horas por dia, enquanto cerca de 2 milhões de crianças de 5 a 14 anos trabalham de 3 a 6 meses por ano. (Fonte, College of Graduate Health Studies, A.T. Still University, Mesa, Arizona, USA) Em Angola, apesar da criança se encontrar protegida na Constituição da Republica, nº 6 do artigo nº 35, e 80º do mesmo diploma.
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