Magazine Risco Zero nº25

magazine risco zero Engª. Carla Guerreiro PREVENÇÃO E ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL ARTIGO PROFISSIONAL Quando não nos deixam ser crianças. O fotógrafo Lewis Hine no início do século XX capturou imagens marcantes relativas as condições de trabalho infantil da América, as sua objectivas capturaram imagens de crianças com idades entre os 5 e os 10 anos como parte da força de trabalho. Na altura o trabalho infantil representava cerca de 20% da força de trabalho. Sem irem a escola, não eram alfabetizados e eram obrigados a trabalhar para ajudarem a sustentar as suas famílias. Não sabiam o que era ir a escola, como era brincar. A revolução industrial levou muitas famílias a irem para as cidades, a falta de condições levou muitas famílias a colocarem os seus filhos a trabalhar. Os salários muito baixos não permitia que tivessem poder de subsistência. Não havendo na altura qualquer sindicato ou lei de protecção ao trabalho infantil, os empregadores davam-se ao luxo de explorar ao máximo esta nova força de trabalho. Esta primeira imagem traz-nos a Josie de seis anos, Bertha de seis anos e a Sophie, 10 anos. Trabalho infantil pelo mundo, resumos marcantes e a importância da qualificação do trabalhador para a qualidade e segurança do trabalho. Desde que vi isto publicado há uns anos atrás, nunca mais esqueci. Hoje foi dia de tirar esta imagem do baú e falar um pouco sobre ela. O trabalho destas crianças era numa indústria de conserva a abrir ostras e a descascar camarão. Como era indústria pesqueira, o trabalho dependia de quando o pescado vinha, ou seja, não tinham horas para começar. Para além disso era um trabalho de risco, ainda mais para uma criança, sujeito a humidade constante, a cortes profundos causados pelas cascas das ostras ou picos dos camarões e pelas facas que usavam para retirar a ostra da concha. Os cortes ardiam e doíam muito derivado ao ácido do camarão.

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