Magazine Risco Zero nº24
execução, bem como os prazos e as metas a atingir. A segurança do trabalho deve ser entendida como uma prática reiterada (cultural) de todos os integrantes da organização (empresa), de forma a ser uma aliada da produtividade, da vitalidade e sustentabilidade das empresas. Sendo um centro de custos que demanda recursos humanos, materiais e financeiros, a semelhança de outros sectores da empresa, a sua gestão deve ser parcimoniosa, com a permanente ideia de optimização da relação custo/benefício, sempre obedecendo aos critérios universalmente aceites. Uma boa forma para avaliar o desemprenho dos diversos programas de saúde ocupacional que podem ser elaborados e implementados nas empresas (identificação e avaliação de riscos; comunicação e investigação de actos e condições inseguras, acidentes de trabalho e doenças profissionais; treinamentos de segurança; exames médicos ocupacionais; qualidade de vida no trabalho etc), é a definição de indicadores, como instrumentos que permitem quantificar as acções e os resultados, definir tendências e orientar os ajustes necessários para alcançar os objectivos e metas definidas. Estes indicadores podem quantificar as acções e atitudes proactivas que antecipam os problemas, as atitudes que previnem eventos inesperados ou reactivas, para indicar e medir falhas nos programas de prevenção que, em última instância, resultam em acidentes de trabalho e/ou doenças profissionais. Considerando que o principal objectivo dos serviços de saúde ocupacional é a mitigação de riscos para prevenir a ocorrência de eventos inesperados e danos aos trabalhadores e património das empresas, os gestores destes serviços devem dar primazia aos indicadores proactivos que avaliam as ações tendentes a promover a cultura de segurança, capacitar os trabalhadores para identificar as não conformidades, os actos e as condições inseguras, em suma, os “sinais de alerta” que indicam a possibilidade da ocorrência de acidentes e doenças relacionadas com o trabalho. Tal como postula a Lei de Murphy, “não dar a possibilidade de acontecer” ou o jargão popular de que “vale mais e custa menos prevenir que remediar” , é necessário investir na construção de ambientes de trabalho seguros, que garantam a produtividade e a sustentabilidade dos postos de trabalho e das empresas, aliada a preservação da vida e integridade dos seus trabalhadores. Quantificar as horas de treinamentos de segurança, as induções e diálogos diários de segurança, as inspeções para avaliação de riscos nos postos de trabalho, o desempenho dos programas de comunicação de actos e condições inseguras (exemplo: stop work autority), as investigações e correções de incidentes, os exames médicos de saúde ocupacional e o desempenho dos programas de qualidade de vida no trabalho (exemplos: ginástica laboral, alimentação saudável), sessões de informação e comunicação em saúde sobre vários temas (exemplos: obesidade, biossegurança, malária, hipertensão /17
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