Magazine Risco Zero nº18
3 CIDADANIA Para Oliveira (2011), os integrantes dessa geração são flexíveis, individualistas, competitivos, acostumados a fazer escolhas, fazendoquestãodeproduzir conteúdo, não apenas recebê-lopronto. Adquiriram uma atitude questionadora, que acaba colidindo com o modelo tradicional de hierarquia. Nasceram em tempos de prosperidade, não temem o desemprego, têm autoconfiança, gastam mais tempo com educação integral, o trabalho é-lhes um meio e não um fim. Embora as pessoas dessa geração priorizem as relações humanas e estejam mais ligadas ao lado social, em contrapartida elas não são tão comprometidas, são muito reivindicativas, e buscam sempre a própria comodidade, Coimbra; Shinkmann, (2001); Portes, (2009). “Folgados, distraídos, superficiais e insubordinados são outros adjectivos menos simpáticos para classificar os nascidos entre 1978 e 1990” Loiola (2009, s/p). Segundo Jardim (2012) os jovens Y vêm muito mérito na agilidade, o que acaba prejudicando a qualidade. Adoram terminar antes dos outros, e acham que isso os valoriza. E o facto de que essa geração quer tudo mastigado acentua isso ainda mais. Essa geração tem fortes restrições a trabalhos aparentemente subalternos, e saem da faculdade com pretensões salariais completamente utópicas. E quando esses jovens percebem que aquilo não reflete a realidade, desmotivam-se e ficam decepcionados. Resultado: pulam de um emprego para outro. Mas de forma totalmente horizontal, ou seja, não “evoluem”, apenas renovam as suas ilusões. Segundo Veriguine, et al, (2010), essa geração vem influenciando de maneira mais directa os destinos da sociedade. Como resultado disso, em concordância com Coimbra e Schikmann (2001), observa- se a revolução que está transformando o meio organizacional, pois quando os jovens dessa geração começam a integrar o quadro funcional de uma organização eles levam consigo uma cultura diferente e novas visões sobre o conceito de trabalho, inovação e hierarquia. No quadro I abaixo são apresentadas algumas ponderações, divididas entre problemas e expectativas, os problemas seriam situações que podem ocorrer no dia-a-dia dos jovens Y no ambiente organizacional e as expectativas que esses mesmos jovens têm para com tais acontecimentos: Quadro I – Problemas e expectativas da geração Y no ambiente de trabalho Fonte: (WADA; CARNEIRO 2010, p 13). Com base na pesquisa bibliográfica supra, questiona-se, sobre o grau de aceitação da liderança tradicional “Geração X” em relação a Geração Y e Z em Angola?
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