Magazine Risco Zero nº17
/55 A faixa etária mais afectada foi a de 30 a 39 anos com 45%, seguida a dos 50 a 59 anos e a de 40 a 49 anos com 26% e 17%, respectivamente. A média de idade é de 43 anos, sendo a mais baixa de 22 anos e a mais alta de 62 anos. Dos 38 casos notificados, 61% corresponderam à categoria pro- fissional de enfermagem, seguido dos técnicos de diagnóstico terapêutico com 10%, vigilantes e auxiliares de limpeza com 8%, respectivamente. Estes resultados estão relativamente acima dos descritos na literatura. Segundo Martins (2002) e Ruiztal (2014) citados por T. Mendes e J. Areosa (Acidentes de trabalho ocorridos em profissionais de saúde numa institui- ção hospitalar de Lisboa, 2014) referem que 43% e 56% dos pro- fissionais acidentados são enfermeiros, devendo ao facto de estarem em contacto directo com os doentes na prestação de cuidados de saúde sujeitos a exposição regular com produtos químicos e biológicos, esforço físico, postura inadequada na realização de tarefas, trabalho por turnos, alterações do sono devido ao trabalho noturno, gerando sobrecarga de trabalho e que se reflete no elevada incidência de acidentes de trabalho. O período da manhã foi o mais afectado, correspondendo a 58% dos casos de acidentes em profissionais de saúde. Se- gundo Martins (2002) e Faria (2008) citados por T. Mendes e J. Areosa (Acidentes de trabalho ocorridos em profissionais de saúde numa instituição hospitalar de Lisboa, 2014) apre- sentam conclusões relativamente aproximadas com 46,2% e 45,6%. Tal constatação deve-se ao facto de que, é durante este período que nos serviços de internamento existe um maior número de tarefas técnicas a serem executadas, bem como uma maior afluência de pessoas ao serviço, gerando por isso maior movimentação de profissionais e equipamentos. Relativamente a proveniência dos casos, 26,2% ocorreram no Banco de urgência, 18,4% corresponderam aos serviços de me- dicina e infeciologia, seguido do serviço de cirurgia com 11% e serviço de UTI com 5,2%. Observou-se que os Serviços de in- ternamento são os locais com maior incidência de acidentes de trabalho. Em relação ao B.U, pensa-se que tal constatação deve-se provavelmente a pressão laboral subjacente ao facto de ser a unidade de referência de atendimento médico-cirúr- gico da província e com dimensão regional.
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