Magazine Risco Zero nº17

magazine risco zero Referências bibliográficas: Cabral, F. (2011). Segurança e Saúde do Trabalho – Manual de Prevenção de Riscos Profissionais. Mendes, T. ; Areosa, J. (2014) – Acidentes de Trabalho Ocorridos em Profis- sionais de Saúde numa Instituição Hospitalar de Lisboa. Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (2007) – Segurança e Higiene no Local de Trabalho. Legislação/Normalização Decreto – Lei nº 53/05 de 15 de Agosto – Regime Jurídico dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais. Decreto – Lei nº 62/11 de 14 de Abril, que regula os aspectos sobre biosse- gurança. Dra. Várzea Matias × Licenciada em Engenharia de Segurança no Trabalho, Responsável pela SHST do Hospital Dr. A. A. Neto. Doutora Maria L. Antunes × Médica, Ph.D., Directora Geral do Hospital Dr. A. A. Neto. Relativamente aos tipos de riscos profissionais, verifica-se maior frequência dos riscos biológicos (picadas com material perfuro-cortante) com 57,9%, seguido dos riscos mecânicos/ acidentes (ex. quedas) com 34%, desprendimento de objecto, atropelamento e queimadura com 2,7%, respectivamente. Re- lativamente ao elevado número de acidentes por picada de agulha entre os profissionais de enfermagem é referido em alguns estudos que estes acidentes podem ser evitados ou pelo menos minimizados se existir uma utilização correcta dos equipamentos e se forem empregues cuidados no manu- seamento de materiais perfuro-cortantes. A negligência dos profissionais como seja deixar a agulha desprotegida em lu- gares indevidos após a sua utilização e o reencapsulamento de agulhas usadas são comportamentos que violam as regras de prevenção. Na maioria dos acidentes de trabalho resultou incapacidade temporária, correspondente a 94%, ao passo que 3% em inca- pacidade permanente e 3% de acidente “in itenere” (trajecto) na qual resultou em morte. Em relação aos dias de trabalho útil perdidos em consequência dos acidentes de trabalho, 40,6% tiveram acima de trinta dias de baixa. Segundo a OIT, cerca de 4% do Produto interno bruto mundial são perdidos com acidentes de trabalho. 5. CONCLUSÕES No período em causa houve um crescimento progressivo dos acidentes, maioritariamente em profissionais do sexo feminino. A média de idade correspondeu a 43 anos de idade, sendo a mais alta de 62 anos de idade; A categoria profissional mais afectada foi a categoria de enfermagem; Maioritariamente os acidentes ocorreram no período da manha; As áreas de internamento foram as que resultaram maior número de acidente; O tipo de acidente que mais predominou foi a picada com material perfo-cortantes; A maioria dos sinistrados tiveram incapacidade temporária para o trabalho acima de 15 dias.

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