Magazine Risco Zero nº17
magazine risco zero No mês de Fevereiro é comemorado o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, que pretende sensibilizar a população mundial para esta doença tão atual e com uma incidência cada vez maior, estimando-se que daqui a 10 anos metade da população mundial terá tido cancro. Anualmente, morrem cerca de 9.6 milhões de pessoas em todo o mundo vítimas de cancro, mas a medicina, nomeadamente a cirurgia, é eficaz a tratar as formas precoces de cancro, pelo que também teremos um grande número de sobreviventes. Enf. Ana Catarina Martins O FLAGELO DO CANCRO ARTIGO PROFISSIONAL O nosso corpo é constituído por inúmeros tipos de células, que nascem, morrem e são substituídas por outras novas. Quando este processo falha e as células começam a acumu- lar-se no nosso corpo, vão criando uma massa, ao qual se dá o nome de tumor. Os tumores podem ser benignos (não grave), como as verrugas e os quistos sebáceos, ou malignos (grave), como o cancro. Há também cancros que não formam tumores, nomeadamente os cancros hematológicos (no sangue), como é o caso das leucemias, em que as células de cancro circulam através do sangue. Existem vários fatores de risco para o desenvolvimento do cancro, entre eles, fatores genéticos, envelhecimento e expo- sição a agentes nocivos e tóxicos. Mas é o nosso estilo de vida que mais contribui para o aparecimento da doença, nomeada- mente, a alimentação, o sedentarismo, o tabagismo e o alcoo- lismo. O que nos dá todas as razões para fazermos escolhas mais saudáveis. O diagnóstico do cancro pode ser, em muitos casos, a chave para a cura. Detetá-lo numa fase precoce aumenta exponen- cialmente as hipóteses de o erradicar de forma definitiva e commenor necessidade de tratamentos agressivos. A vigilân- cia e o rastreio são o ponto-chave para o diagnóstico precoce e cura eficaz. Assim sendo, é fundamental estar atento a alguns sinais/sintomas de alerta: • Cansaço e falta de apetite; • Alterações bruscas de peso sem causa aparente; • Espessamento ou palpação de um nódulo em qualquer local; • Mudança de hábitos digestivos e/ou intestinais; • Perda anormal de sangue ou de outros líquidos do corpo, como leite (sem que esteja grávida ou a amamentar).
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