Magazine Risco Zero nº17
/41 • Trabalhar com máquinas sem proteção (sem blindagem por exemplo em movimentos rotativos); • Brincar no local de trabalho; • Fumar perto de materiais altamente combustíveis; • Ligar aparelhos elétricos com as mãos molhadas, entre outros comportamentos de risco. Em relação às condições inseguras, estas manifestam- se por deficiências, defeitos ou irregularidades técnicas da responsabilidade direta da entidade empregadora que podem constituir um RISCO acrescido para os seus trabalhadores: • Instalação não protegida; • Desarrumação do posto de trabalho; • Sobredimensionamento do sistema elétrico; • Ferramentas em mau estado; • Armazenamento perigoso; • Iluminação deficiente; • Piso escorregadio; • Escadas sem condições de segurança; • Aberturas não protegidas; • Máquinas sem proteções; • Ambiente agressivo (devido a ruído, poeiramento, vibrações, radiações, etc); • Não dar indicações claras sobre como prevenir e proteger • Não fornecer informação aos trabalhadores sobre os perigos e os riscos que estão sujeitos no dia-a-dia; • Não promover ações de formação profissional em SST; • Não identificar nos locais situações que possam por em risco a vida e a saúde dos trabalhadores; • Não fazer as inspeções periódicas dos equipamentos e máquinas, entre outras ações preventivas de forma a evitar e/ou minimizar as condições que favoreçam a ocorrência de incidentes/acidentes/doenças profissionais. Quando os atos inseguros (área comportamental) coincidem comas condições inseguras (ato gestionário) a probabilidade de ocorrência de um desvio à norma tende a aumentar. Cabe ao gestor na área da segurança e saúde no trabalho identificar as possíveis falhas existentes na empresa, fazendo o que for necessário para eliminar qualquer condição insegura que exista no local. As ações de manutenção são essenciais para que o ambiente laboral possa proporcionar condições seguras aos seus trabalhadores, evitando o risco de acidentes e mantendo a qualidade de vida no local de trabalho. Como acima foi referido, estima-se que as condições inseguras sejam responsáveis por 20% dos acidentes, enquanto os atos inseguros contribuam com cerca de 80% de responsabilidade. Com base nesta percentagem podemos afirmar que são os trabalhadores os grandes responsáveis pela grande maioria dos incidentes/acidentes — seja de maneira consciente ou não. Uma das formas de melhorar essa estatística consiste em promover formação, quer na área comportamental, quer na área técnica do saber-fazer para que todos aprendam a importância da proteção coletiva, mas também da obrigatoriedade de utilização dos EPIs, como lidar com os equipamentos de trabalho valorizando assim o trabalhador e a sua própria segurança. Em resumo, os quatro fatores individuais relevantes (entre outros) que favorecem o comportamento de trabalho seguro são: • Ter um autocontrolo ou seja, os trabalhadores commaior estabilidade e equilíbrio emocional têm (na maioria dos casos), menor probabilidade de terem incidentes e/ou acidentes laborais. Neste campo é importante os trabalhadores controlarem a sua ansiedade diária, os seus níveis de stress e de gestão emocional; • Conformidade com as normas, procedimentos e padrões emvigor. Respeitar as regras de segurança e a adequação aos protocolos favorece o comportamento seguro, por conseguinte, é menos provável que esteja envolvido no surgimento de situações propensas à sinistralidade; • Promover a prudência. Os trabalhadores devem evitar correr riscos e situações de perigo pois só assim têm menor probabilidade de virem a ter contatos com situações de perigo e consequentemente de poderem vir a sofrer indesejavelmente um acidente. É importante o controlo dos impulsos e tentar trabalhar evitando o máximo possível o risco profissional (que está sempre direta ou indiretamente presente); • Atenção aos detalhes. Ser cuidadoso, ponderado, meticuloso e atento aos detalhes reduz a ocorrência de atos inseguros e consequentemente de acidentes.
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