Magazine Risco Zero nº17

magazine risco zero A nível empresarial, há a referir igualmente quatro fatores organizacionais fundamentais (entre outros) que consolidam uma política efetiva de segurança e saúde no trabalho: • Análise de risco aplicado aos equipamentos, tarefas e processos de trabalho tendo como objetivo a eliminação/ mitigação do risco, o estabelecimento de medidas de controlo no âmbito da engenharia, promoção da proteção coletiva e individual e formação em todas as etapas do programa de segurança e saúde; • Envolvimento dos trabalhadores de forma a obter o seu comprometimento para as questões de segurança e saúde laboral, estabelecendo os papéis e as responsabilidades de cada um. Ainda nesta área deve o empregador e de acordo com a lei, estabelecer uma filosofia de representatividade através da criação de comissões de segurança e saúde no trabalho e/ou estruturas representativas dos seus trabalhadores em matéria de segurança e saúde no trabalho; • Aposta na comunicação estruturada permitindo uma melhor otimização dos recursos existentes, com ênfase na intranet acessível a todos os trabalhadores, na qual a empresa deve imprimir estratégias de aviso sobre vários riscos, cuidados a ter e formas de prevenir e proteger. Deve haver a preocupação de manter a segurança e saúde sempre “visível”; • Finalmente a promoção de uma formação contínua adaptada às necessidades concretas dos trabalhadores e aos perigos e riscos associados à tarefa ou ao processo, contribuindo para melhorar os índices de alerta, de atitude preventiva e de comportamento de risco. Outros vetores como a medicina, a psicologia laboral, o acompanhamento social e familiar, entre outros, são fundamentais para se criar um clima mais são, mais isento de vulnerabilidades e consequentemente mais eficaz do ponto de vista de qualidade no local de trabalho, de melhoria do desempenho e sustentabilidade da empresa. Resumindo, o acidente custa a todos. Os custos sociais, familiares e económicos são de uma relevância inimaginável com consequências nefastas por vezes irreversíveis. Sabemos que não podemos simular a dor, mas podemos simular a consequência do infortúnio… qual a sensação de não podermos ver jamais, de não ouvirmos, de não conseguirmos escrever, de não conseguirmos mudar a fralda do nosso filho, etc… A. Costa Tavares × Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho × Quadro Superior da Câmara Municipal de Cascais - Portugal × Formador, docente e consultor em matéria de SST

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