Magazine Risco Zero nº17
magazine risco zero Dr. A. Costa Tavares ACIDENTES DE TRABALHO: CAUSAS E MEDIDAS PREVENTIVAS ARTIGO TÉCNICO Os acidentes de trabalho contribuem indissociavelmente para o surgimento de inúmeras variáveis (profissionais, sociais, familiares, económicas entre outras) que contribuem para uma perda de qualidade de vida quer do próprio (sinistrado) quer deste nas suas relações para comos outros, onde são criados desajustamentos com todas as implicações económicas, sociais, emocionais, profissionais e familiares daí inerentes. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), anualmente, ocorrem por todo o mundo mais de 270 milhões de acidentes de trabalho e são declaradas mais de 160 milhões de doenças profissionais, de que resulta a morte de mais de dois milhões de pessoas. A garantia de segurança e saúde nos locais de trabalho é um direito de todos os trabalhadores e é igualmente um imperativo constitucional. Atualmente é ponto assente pelos profissionais de recursos humanos que o sucesso (ou insucesso) das empresas e outras organizações se encontra intimamente relacionado com a qualidade (ou falta dela) das condições de trabalho. Uma organização que aposte nesta dimensão estratégica das condições socioprofissionais dos seus trabalhadores, contribui para o aumento da motivação dos mesmos, o que, por sua vez, contribuirá para o aumento do potencial de desempenho e consequentemente da produtividade uma vez que, as inconformidades como o absentismo, as ausências por alheamento psicológico (presentismo) e a ocorrência de acidentes e doenças profissionais, tende a diminuir consideravelmente. Em bom rigor, esta estratégia caracteriza-se como um investimento com retorno positivo para todos. A segurança e saúde no trabalho deverá incidir fortemente, depois de salvaguardar a qualidade de vida no local de trabalho, na prevenção dos comportamentos de risco dos seus trabalhadores. Aqui está a base onde tudo começa de mau para a organização na esfera do trabalhador. Geralmente caiem aqui cerca de 80% dos erros, incidentes e acidentes. Os outros 20% recaem sobre a empresa no que concerne ao estabelecimento de condições seguras para o desempenho dos seus trabalhadores. Centremo-nos numa primeira abordagem, nos comportamentos inseguros (falhas, erros humanos, negligência, imprudência, imperícia profissional, desrespeito das regras de segurança e saúde, etc.,) por parte dos trabalhadores. São situações em que os trabalhadores (por vários motivos acima referidos) se colocam efetivamente numa situação de RISCO laboral, podendo estar cientes ou não da sua consequência. Há inúmeros exemplos conforme abaixo são referidos de forma não exaustiva: • Não utilizar o equipamento de proteção individual (EPI) • Retirar a proteção de uma máquina; • Não obedecer às normas de SHST • Não respeitar regras e sinalização de segurança; • Não usar EPI; • Precipitar-se, distrair-se; • Negligenciar os procedimentos de segurança em vigor; • Fumar em locais com materiais combustíveis; • Trabalhar em andaimes sem proteção; • Descer a uma vala sem colocar a entivação;
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