Magazine Risco Zero nº17
magazine risco zero Eng. José Manuel Mendes Delgado ARTIGO TÉCNICO ACIDENTES DE TRABALHO Acidente de trabalho, a frase que machuca, que perturba, de dimensão desconhecida, sem piedade e de efeitos irreversíveis, em especial, se for grave ou mortal. Coisa má, que ninguém quer, mas a acontecer, exige uma abordagem objectiva e clara, de rigor e responsabilidade e transparência. O QUE FAZER, COMO EVITAR A cultura de segurança na empresa, o envolvimento dos trabalhadores e representantes dos trabalhadores no sistema de gestão de segurança, complementado com formação adequada, atempada, objectiva e eficaz, são um contributo essencial para melhorar e minimizar os acidentes. Igualmente importante é o controlo na ingestão de bebidas alcoólicas e a garantia de uma alimentação rica e saudável, que proporcione saúde e vigor durante a jornada de trabalho, que conjugada com cargas horárias compatíveis com as actividades a desenvolver, representam certamente a diminuição de situações de fadiga, de cansaço e claro um verdadeiro obstáculo para a ocorrência de acidentes. Um acidente, em especial, ser for grave ou mortal, gera um processo automático de pânico e muitas vezes de falta de racionalidade, que leva a erros irreversíveis e danos evitáveis, uma situação para o qual ninguém está preparado, por mais saber que detenha. Torna-se imperioso, que a abordagem ao acidente, não seja exercida de forma isolada, de forma precipitada, ou apressadamente e acima de tudo, que os processos e os caminhos a percorrer no esclarecimento do acidente, se baseiam na verdade, na transparência e na recolha de informações e dados, que sejam claros e objectivos, na procura da justiça e na criação um sistema preventivo, que evite a repetição das causas que proporcionaram o acidente. Acidente, é aquele que se verifica no local e no tempo de trabalho e que produza directa ou indirectamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho ou a morte. O acidente de trabalho, evita-se ou minimiza-se, com um sistema coerente e eficaz de prevenção. A prevenção é uma exigência legal, é um imperativo de uma gestão responsável e sensata, que minimiza custos evitáveis e dispêndios de dimensão incalculável, como são os resultantes da existência de índices de sinistralidade laboral. O investimento financeiro em matéria de Prevenção, nunca pode ser considerado um custo, pois representa uma verdadeira alavanca, para evitar o sofrimento e custos sociais de dimensão desconhecida, que envolve os trabalhadores, os empregadores e os restantes intervenientes, um sistema de responsabilidade solidária, onde as contraordenações e a responsabilidade criminal, são uma realidade intransponível. Os custos humanos, socais e económicos, resultantes da sinistralidade laboral, justificam o reforço de medidas preventivas, a adopção de uma verdadeira cultura de segurança, que deve ser iniciada na fase de projecto e mantida até ao final da empreitada. Urge assim, planear e organizar, para se desenvolverem sistemas de gestão de segurança eficazes e objectivos, que minimizem os acidentes e contribuam para o aumento de produtividade e redução de custos, em especial os custos sociais.
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