Magazine Risco Zero nº17

/19 Os custos indiretos (ou de produtividade) podem ser substanciais quando a doença e o tratamento afectam a produtividade dos trabalhadores, no recrutamento de novos profissionais, o treino de novas equipas, a diminuição da produtividade e a desmotivação das equipas são difíceis de avaliar. Estes custos estão presentes nas seguintes circunstâncias: a) Em caso de ausência não programada no trabalho (devido a problemas de saúde, também chamado de absentismo); b) Em caso de redução da produtividade no trabalho: pode-se trabalhar com problemas de saúde que restringem e limitam um trabalhador para realizar suas actividades regulares e, isso pode levar a uma menor produtividade (também chamado de perda de eficiência ou presentismo); c) Em caso de incapacidade permanente para o trabalho; d) Em caso de morte (antes da idade da reforma). Os custos associados aos acidentes de trabalho ou as doenças relacionadas com o trabalho são muito elevados, podendo provocar múltiplos e graves efeitos, (directos ou indirectos) se apresentam fundamentalmente em três instâncias: (i) o empregado/trabalhador e sua família, (ii) o empregador e (iii) o país no geral. Para o trabalhador/empregado, alguns dos custos directos de um acidente ou doença, são: 1. A dor e o sofrimento provocado pelo acidente ou doença; 2. A perda de rendimentos; 3. A possível perda de um emprego; 4. Os custos com os cuidados de saúde. Figura: Ilustra as instâncias em que incidem os custos de acidentes de trabalho Para os empregadores estimam-se igualmente como sendo avultados, para uma pequena empresa, o custo de um acidente poderá constituir elevados encargos financeiro. Para o empregador, alguns dos custos directos são: 1. Remunerações de trabalho não realizado; 2. Despesas médicas e indemnizações 3. Reparação ou substituição de máquinas ou de equipamento danificado; 4. Redução ou paragem temporária de produção; 5. Acréscimo de despesas de formação e de custos administrativos; 6. A perda de rendimentos; 7. A possível perda de um empregado; 8. Os custos com os cuidados de saúde. 9. Possível redução na qualidade de trabalho; 10. Efeitos negativos na motivação dos outros trabalhadores. Para o empregador, alguns dos custos indirectos são: 1. A necessidade de substituição do trabalhador acidentado/doente; 2. A formação e o tempo de adaptação necessário para um novo trabalhador; 3. O período de tempo até que um novo trabalhador tenha o mesmo nível de produção do trabalhador anterior; 4. O tempo dedicado às investigações necessárias, à execuçãode relatórios e aopreenchimentode formulários; 5. O facto de os acidentes afectarem muitas vezes os colegas de trabalho, preocupando-os, influenciando negativamente as relações de trabalho; 6. Opossível enfraquecimento e deterioraçãodas relações com os fornecedores, clientes e entidades públicas face às deficientes condições de saúde e segurança no local de trabalho. Para o país em geral podemos menciona alguns custos como: 1. Perda de força de trabalho/ perda de produtividade; 2. Custos com o recurso ao Serviço Nacional de Saúde; 3. Aumento dos custos de produção 4. Efeitos nas importações, em virtude da quebra de produção; 5. Efeitos nas exportações; 6. Efeitos na imagem internacional; 7. Diminuição de receitas fiscais; 8. Decréscimo de contribuições de empregadores.

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