Magazine Risco Zero nº16

magazine risco zero VIH NO TRABALHO , A REALIDADE DA UNITEL BOAS PRÁTICAS | UNITEL A história da infecção pelo VIH é recente. O seu aparecimento deu-se no início dos anos 80, nos EUA. Em Portugal os primeiros casos foram diagnosticados em 1983. Inicialmente era considerada uma doença mortal, hoje é tida como crónica e sabe-se que o vírus é muito mais antigo, existindo pelo menos desde 1959. Tornou-se num grande problema de Saúde Pública e uma das principais preocupações da Organização Mundial de Saúde(OMS), quer do ponto de vista médico e quer social. Vivendo com qualidade de vida e bem-estar O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), faz parte de um grupo de vírus chamados retrovírus. No organismo hu- mano, ao longo de anos, o VIH destrói um certo tipo de cé- lulas, os Linfócitos T CD4 +, que são fundamentais para o normal funcionamento do sistema imunitário. O indivíduo fica assim mais susceptível a contrair infecções e outro tipo de doenças. “Como sabemos agora, o principal grupo de HIV-1, que afligiu mais de 70 milhões de pessoas e causou mais de 30 milhões de mortes em todo o mundo, foi transmitido aos seres humanos no primeiro terço do século XX” . – Beatrice Hahn O que é o VIH/SIDA VIH – é o Vírus da imunodeficiência humana, que causa o SIDA no organismo. • Ataca o sistema imunitário, que combate doenças. SIDA – é o Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. • Uma vez, que o VIH danifica o sistema imunológico, o corpo perde capacidade de combater e resistir às doenças (conjunto de sinais e sintomas, que demonstram a presen- ça do vírus no organismo). • Uma pessoa pode viver com o vírus durante dez ou mais anos sem que surja qualquer sintoma e sem que se decla- re qualquer doença, durante a maior parte desse período, podendo, no entanto, transmitir a outras pessoas. • Existem medicamentos antirretrovirais, que retardam a progressão da doença e prolongam a vida. VIH/SIDA em Angola O primeiro caso de SIDA em Angola foi diagnostica em 1985. A situação de guerra, naquela altura, dificultou a rea- lização de um censo populacional e estudos sobre o VIH, pelo que, a informação sobre a seroprevalência era escassa. Mas hoje sabe-se que, 25 mil novas infecções são registadas anualmente no país, sendo, que a taxa de prevalência é de 2%, o que significa que entre 380 mil a 500 pessoas vivem com o VIH/SIDA em Angola. A distribuição de casos por idades e sexo demonstra que cerca de 60% têm idade compreendida entre os 20 – 39 anos, idade de maior produtividade económica, com maior aco- metimento entre jovens mulheres dos 15 – 39 anos e menor no grupo dos 40 -59 anos. Reconhecimento do VIH como assunto de trabalho O VIH/SIDA é uma questão relacionada com o local de tra- balho e deve ser abordada como qualquer outra doença ou situação grave existente no local de trabalho. Tal é neces- sário não apenas porque a questão do VIH/SIDA atinge os trabalhadores, mas também porque o local de trabalho, que se insere na comunidade local, tem uma função a desem- penhar na luta global contra a propagação e os efeitos da epidemia. O VIH/SIDA se tornou numa ameaça para o mundo do trabalho: atinge o segmento mais produtivo dos cola- boradores, reduz os seus lucros, aumenta as despesas das empresas de todas as áreas de actividade, porque reduz a produtividade, aumenta os custos do trabalho/negócio e conduz a uma perda de competências e de experiências. É verdade que, as empresas não conseguem impedir em absoluto que o VIH/SIDA afecte ao seu pessoal e ao seu negócio, mas podem tomar uma atitude firme no sentido de prevenir a sua transmissão e geri-lo, reduzindo assim os seus impactos.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=