Magazine Risco Zero nº16

alto do que que aquilo que dizem, ou os Técnicos, auditores, entre outros intervenientes. Criar esta sensibilidade e respeito por esta área é assegurar para si e para os outros as condições de segurança ótimas, trabalhando diariamente para a excelência e trabalhar para a excelência é fazer o caminho da perfeição. Se queremos baixar a sinistralidade e as doenças profissionais, sobretudonesta área tão sensível e de risco que são os Trabalhos emAltura, muitos destes números dependemda condição física e intelectual do trabalhador e de comportamentos seguros. O Técnicotemodeverdezelarpelasuaepelasegurançaesaúdedos outros. Entendemos que os 4 pilares do bem-estar influenciam e muito a performance do trabalhador, nomeadamente, o descanso adequado, a hidratação (ingestão de água), o exercício físico e uma boa nutrição (devidamente equilibrada). Neste sentido, realçamos o exemplo da nutrição equilibrada e em que medida é que este pilar do bem-estar vai impactar a qualidadedevidadotrabalhador.Esteérealmenteocombustível do nosso corpo. Para isso, referimos um livromuito interessante e que nos ajuda a perceber alguns sinais que refletem isso mesmo. Este livro tem como autora Alexandra Vasconcelos, e tem por titulo “ O segredo para se manter jovem e saudável ”. Uma das situações é o convite para um exercício interessante e que se relaciona com a avaliação do nosso corpo e a sua preparação para ter mais saúde, ou seja, a capacidade de avaliarmos a nos-sa fragilidade biológica. Se estivermos atentos aos sinais do nosso corpo, este dirá quais as suas necessidades pois a nossa tendência é silenciarmos o que o corpo nos quer dizer. Diz a autora acima indicada que “quando à primeira indis-posição tomamos um comprimido para que o sintoma não se manifeste, estamos a pedir ao corpo que se cale”. Considera também que os alimentos nos dão cada vez menos nutrientes, minerais e vitami-nas, sem os quais o fígado, rins e outros órgãos não conseguem desempenhar eficazmente as suas funções, pois até a água que bebemos já não contem a quantidade suficiente de minerais e nas proporções corretas. Como exemplo, os brócolos e couves que hoje comemos já não fornecem a quantidade mínima de fito-nutrientes imprescindíveis para o bom funcionamento do processo enzimático. Este novo mundo está a tirar-nos as defesas e a capacidade de desintoxicação e, ao mesmo tempo, a facilitar a acumulação de tóxicos. Por exemplo, a chave para a nossa saúde passa pelos intestinos e pela alimentação. O intestino é considerado o nosso segundo cérebro, neste sentido, a alimentação devia ser rica em fibra e não em açúcar, gordura e sal. O corpo dá-nos sinais claros de que alguma coisa não está bem e nós é que não queremos entendê-lo, insistindo em abafar sintomas e silenciando o que o organis-mo nos quer transmitir. Tudo istosevai refletirnascondiçõesemqueosnossosTécnicos operam. Hoje temos a preocupação de controlar doenças em que a maioria delas seriam atenuadas nas boas escolhas alimentares, nomeadamente, os diabetes tipo 2, hipertensão e colesterol. Estas doenças dependem diretamente daquilo que nós comemos. Grande parte dos nossos trabalhadores tomam medicamentos e consideram que isto é normal, mas na verdade, isto é comum, mas não é normal. Há doismil anos atrás Hipócrates dizia “faz da tua alimentação os teus medicamentos e não dos teus medicamentos a tua alimentação”. Um outro desafio nas empresas é o aumento dos índices de obesidade, aliado à má qualidade de vida, o que implica também o elevado índice de sinistralidade laboral, para a qual os Trabalhos em Altura possuem um grande peso. Esta problemática está a ter reflexos assustadores em trabalhadores ainda muito jovens. Outra das preocupações é o envelhecimento precoce da população ativa, na maioria das vezes por subnutrição, a chamada “fome oculta”. Hoje temos muitos alimentos à nossa disposição, mas somente em quantidade, pois a qualidade em nutrientes é muito baixa. E por último, referimos os riscos psicossociais, realidade não quantificada e que inunda as organizações. Estas realidades são camufladas com drogas lícitas para silenciar o corpo. Consideramos que a segurança e saúde no trabalho tem de pegar nesta vertente da prevenção e colocá-la em prática. Os referidos 4 pilares do bem-estar quando assegurados são valores intrínsecos da prevenção e os Trabalhos em Altura não fogemobviamente à regra. OcontributodaSSTnodesempenho ótimo do trabalhador, ajudando-o nas suas escolhas é elementar para prevenir doenças e acidentes de trabalho. É necessário um combustível de excelência, suplementação de qualidade pensada e atribuída de acordo com as necessidades de cada um e é necessário também repensar a manutenção, verificação e assistência contínua ao “Homem” no trabalho. /71 Dra. Lurdes Oliveira × Jurista, Técnica Superiora de SST e Formadora Dr. Jorge Lozano × Empresário, Especialista em Trabalhos em Altura e Formador

RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=