Magazine Risco Zero nº16
/73 Ambiente de trabalho saudável O ambiente de trabalho deve ser saudável e seguro, de forma a prevenir, na medida do possível, a transmissão do VIH/SIDA, e a não discriminar por motivo do estado se- rológico, por todas as partes envolvidas, em conformidade com a Convenção nº 155, sobre a segurança e a saúde dos trabalhadores, 1981, o Decreto 43/03 de 4 de julho (Regula- mento sobre HIV/SIDA, emprego e formação profissional) e demais legislações à fim. A discriminação ainda é um facto e a pessoa vivendo com o VIH muitas vezes confronta-se com dificuldades em ter acesso ao emprego ou manter-se nele, depois que a direc- ção da instituição se apercebe do seu estado serológico, apesar da lei angolana salvaguardar o direito de acesso ao emprego e a não discriminação. A discriminação e a estigmatização das pessoas, que vivem com o VIH/SIDA são um obstáculo aos esforços de preven- ção do VIH/SIDA. Um ambiente de trabalho saudável é propício ao bem-estar físico e mental, e permite adaptar as funções às capacidades e ao estado de saúde física e moral dos colaboradores. A experiência da Unitel Não sendo apenas um tema de saúde, mas também de di- reitos humanos e de trabalho, reduzir o VIH a um problema de saúde pública apenas, ignora as suas dimensões social, cultural, económica e de qualidade de vida e bem-estar. Daí que, A Unitel, S.A faz o possível para ajudar aos seus colaboradores a continuarem saudáveis e reduzir o risco de exposição à infecção pelo vírus, sendo que a epidemia pode determinar uma diminuição da capacidade produtiva e a necessidade de investir na formação de novo pessoal, o que implica um aumento nos custos de produção que resulta na perda de competitividade. Unitel está a fazer o seu papel, educando as pessoas para adoptarem práticas mais saudáveis e investindo na forma- ção de Educadores de Pares, que são colaboradores, entre grupos de colegas, que partilham características semelhan- tes e proporcionam, bem como disseminam novas infor- mações, atitudes e práticas ao seu grupo, por via da imple- mentação do Programa Interno de Prevenção e Controlo do VIH no local de Trabalho, que abrange os nossos colabora- dores de Cabida ao Cunene, e assenta nos seguintes pilares: 1. Prevenção: informação, educação e sensibilização para a doença, causas e formas de prevenção; 2. Gestão e Controlo: ajuda psicológica, orientação e aconselhamento sobre a doença e vigilância médica; 3. Não discriminação: sensibilização para a cultura da não discriminação da doença no seio laboral Vivendo com qualidade de vida e bem-estar Não obstante haver necessidade de mais empenho e esfor- ços, no sentido da melhoria aos mais variados níveis, quem vive com o VIH pode fazer uso de vários recursos, que o podem ajudar a manter uma vida saudável e a viver uma mais longa vida, os mesmos que já foram usados por outras pessoas vivendo com o VIH e os tem ajudado a continua- rem com qualidade de vida por muitos anos depois de te- rem sido infectadas, entre os quais: 1. Manter saudáveis a mente, sentimentos e emoções: isso envolve aceitar o facto de que o vírus se encontra no organismo, adoptar a atitude de que o mesmo é sim- plesmente um desafio e ser enfrentado e lidar com ele da melhor maneira possível, concentrar a atenção no futuro que deseja e não no passado. Se pensa que não tem razões para viver, ache algumas. Esforçar-se para fazer do mundo um melhor lugar para viver; 2. Juntar-se a um grupo de apoio para as pessoas que vivem com o VIH/SIDA: neste grupo é importante fa- lar honestamente sobre os próprios pensamentos, sen- timentos e emoções; 3. Abordar sobre os próprios receios: mencionar quais são os seus receios, sendo específico e honesto; 4. Aceitar amor, apoio e afeição: é fundamental aceitar amor das pessoas que o rodeiam. A pessoa vivendo com o VIH pode continuar a se relacionar com as outras, beijarem-se e abraçarem-se. Se estiver num relaciona- mento podem continuar juntos, apoiar e cuidar um do outro, e ter relações sexuais sempre com preservativo; 5. Manter uma alimentação saudável: é fundamental in- gerir alimentos construtores ricos em proteínas (ovos, peixe, leite, feijão, ginguba, lentilhas, ervilhas, iogurte, galinha, etc.), alimentos protectores (os ricos em vita- minas como os vegetais, em especial os de cor de verde escura e frutas) e alimentos energéticos (arroz, milho, papas, mandioca, bata doce, inhame, gorduras animais, diferentes tipos de amêndoas, etc.). A vida é mais forte que o VIH. Dr. Adão Ramos × Coordenador do Programa de HIV | Unitel
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