Magazine Risco Zero nº16
magazine risco zero Eng. José Manuel Mendes Delgado ARTIGO TÉCNICO QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR NO TRABALHO A legislação em geral, apesar de algumas lacunas, responde às principais necessidades, para que exista “QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR NO TRABALHO”. No entanto, isso não basta, isso não chega, muito temque se fazer, muito é preciso mudar, para que existam locais de trabalho seguros e saudáveis. O QUE FAZER, QUAL O CAMINHO Todos os intervenientes, todos os actores, em especial, os empregadores, envolvidos no mundo do trabalho, têm de remar no mesmo caminho, no mesmo sentido e sem receios, contribuir para a qualidade de vida e bem-estar no trabalho, num sistema, onde a ética, a responsabilidade, a cultura de segurança e claro os princípios gerais de prevenção, sejam uma evidência e uma premissa, que urge implementar, sem tréguas e sem hesitações. É importante ter sempre presente o seguinte: 1. A cultura da segurança é assumir naturalmente, um conjunto de princípios e atitudes, que tem na prevenção, um factor determinante, para eliminar ou minimizar os acidentes e as doenças profissionais. 2. A prevenção é a aposta que tem de ser realizada, como objectivo prioritário, centrada no respeito pela pessoa e na defesa dos valores e da vida, de quem trabalha. 3. Asegurançano trabalho, obem-estar e aqualidadeda saúde de quem trabalha, passa necessariamente pela prevenção e é um combate, que implica, estratégia, planeamento e organização. A aplicação desta prática nas empresas e em todas as frentes de trabalho, são contributos claros e objectivos, para se evitar os acidentes e as doenças profissionais, que em geral resultam de falhas humanas, incúrias e omissões, por inexistência ou debilidades nas medidas de prevenção. 4. A prioridade à prevenção, deve ser assumida de forma clara e inequívoca, como acto normal na gestão do trabalho, que implica necessariamente a redução de custos sociais, humanos e materiais e claro, o aumento de produtividade e a criação de riqueza, onde todos ficarão a ganhar. 5. A prevenção além de ser uma exigência legal, é um imperativo de uma gestão responsável e sensata, que incondicionalmente, minimiza custos evitáveis e dispêndios de dimensão incalculável, como são os resultantes da existência de índices de sinistralidade laboral. 6. Todo o investimento financeiro em matéria de prevenção, é um verdadeiro investimento, pelos resultados obtidos, no sofrimento que se evita, na redução de sinistralidade, muitas vezes resultantes de pequenas medidas e atitudes, que se adoptam com grandes benefícios. Além de todas as premissas evidenciadas anteriormente, é necessário alavancar e implementar, um sistema eficaz e objectivo, que privilegie a formação, a informação e a comunicação, com o envolvimento de todos os intervenientes, ondeos trabalhadores eempregadores, terãoobrigatoriamente de ser os principais actores, para a criação de uma dinâmica, onde a cultura de segurança seja o motor, de locais de trabalho seguros e saudáveis. É importante que todos assumam, que “ O trabalho não deve exercer-se em permanente inquietude, na insegurança e na incerteza, mas com racionalidade e normalidade ”. Trabalhar deve ser um acto normal e nunca... • um frete; • um permanente risco; • um desafio ao perigo; • um andar na corda bamba; • um estar entre a queda e o abismo; • uma entrega ao acaso e ao incerto; • uma postura de desenrascanço.
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