Magazine Risco Zero Nº13

/45 um TRANSFER LATERAL (alargando as suas competências dentro do mesmo patamar de exigência e complexidade) ou TRANFER VERTICAL (apostando claramente numa apren- dizagem de resolução de novos problemas, novas situações de trabalho, novos procedimentos de SST, nova legislação laboral sobre SST, etc), com grau cognitivo mais elevado. Não podemos efetivamente esquecer que a formação profis- sional cada vez mais deverá ser encarada como um INVES- TIMENTO com ROI a curto e médio prazo na organização, consubstanciada no reforço de oportunidades de reorgani- zar os conhecimentos que os colaboradores já têm ao longo dos tempos, de modo a poder incorporar a nova informação e, muito importante referi-lo, RETER o maior tempo possí- vel. Só quando ela é encarada como um investimento face às reais lacunas sinalizadas, quer pelos colaboradores, quer pelas chefias diretas e pelos técnicos de segurança e saú- de no trabalho, é que os formandos após a ação formativa conseguem reter retardando progressivamente a curva de esquecimento – RECAÍDA COGNITIVA e EXECUTÓRIA essencialmente, dada a massificação de informação a mon- tante, diríamos, quase diária. COMO ACIMA REFERIMOS, A ELABORAÇÃO DE UM PORTOFOLIO DE COMPETÊNCIAS, É UMA FERRAMENTA RELEVANTE NA AFERIÇÃO DE POSTERIORES NECESSIDADES SENTIDAS, A SABER: CAPACIDADES TÉCNICAS E COGNITIVAS: • O colaborador possui experiência na função que exerce? • O colaborador possui conhecimentos técnicos de práticas de trabalho seguro? • O colaborador domina a interpretação de procedimentos e instruções de trabalho seguro? • O colaborador tem capacidade de implementar um sistema com recurso a equipamentos de proteção coletiva? • O colaborador sabe quais os EPI’s necessários à sua proteção e dos que supervisiona? • O colaborador consegue interpretar a legislação em vigor e praticá-la? • O colaborador tem conhecimentos das técnicas de prevenção e proteção e sabe aplica-las contingencialmente nos vários contextos de intervenção? • O colaborador tem conhecimento sobre sistema informático na ótica do utilizador? • O colaborador tem conhecimento sobre a principal legislação aplicável à sua atividade e função profissional? • O colaborador tem capacidade de decisão e resolução de problemas? • O colaborador consegue planear e organizar o trabalho? CAPACIDADES RELACIONAIS E COMPORTAMENTAIS: • O colaborador constrói um diálogo empático e assertivo com os seus colegas e público externo? • O colaborador relaciona-se de forma positiva com os seus superiores e inferiores hierárquicos? • O colaborador demonstra iniciativa e autonomia? • O colaborador gere conflitos e emoções sob situações de stress?; • O colaborador pratica a escuta ativa? • O colaborador estimula a técnica da argumentação e negociação gerando elos positivos? (ganha-ganha); • etc. Estas dimensões não se esgotam, obviamente nestes exem- plos. E não podem ser entendidas parcelarmente mas sim de forma INTEGRADA e SISTÉMICA, pois as fronteiras são ténues e a interdependência umas das outras apenas se diferencia (mais ou menos) dependendo da personalidade (individualidade) de cada colaborador. Conhecer o posto de trabalho, a função de cada colaborador, os perigos e os riscos associados, os incidentes críticos de percurso laboral, as relações sociais, o desejos e motivações de cada um, conseguimos fazer um cruzamento entre o de- sempenho real e o desejável para que futuramente aquele local de trabalho e a prestação daquela função seja mais pro- fícua, quer para o trabalhador, quer para a organização.

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