Magazine Risco Zero Nº13

magazine risco zero Dr. A. Costa Tavares A FORMAÇÃO PROFISSIONAL NA ÁREA DA PREVENÇÃO DE RISCOS E MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO ARTIGO TÉCNICO A interdisciplinaridade é encarada como um processo de integração recíproca entre o colaborador e a organização, consubstancia- se, na PREVENÇÃO de riscos profissionais, numa estratégia de conhecimento e de novas competências, quer a nível cognitivo, quer a nível relacional ou executório. A nível COGNITIVO (saber-saber) porque cada vez mais os profissionais da SEGURANÇA e SAÚDE no TRABALHO (SST) são confrontados com legislação, oriunda em gran- de parte das instâncias internacionais como a OIT e a UE, mas também de novos processos de trabalho, que surgem de boas práticas, resultantes de bons processos de bench- marking, adaptados aos contextos culturais de cada organi- zação; a nível RELACIONAL (ser e estar), cada vez mais se exige que o profissional de SST adote uma postura de open skills, reforçando e gerando confiança junto dos colaborado- res, exercendo assim uma das suas funções nobres: a FOR- MAÇÃO, seja ela em contexto de sala (formação de sensibi- lização e de cultura de segurança), ou a nível EXECUTÓRIO (saber-fazer) on job training, em articulação com um quadro de referência significativo, procurando explicar o como, o porquê e o para quê. Esta formação carece de cenários prá- ticos, como por exemplo, a simulação de uma evacuação em caso de emergência, extinção de um fogo utilizando meios de primeira intervenção, execução de um trabalho num es- paço confinado ou numa plataforma em altura, ou mesmo, uma soldadura por arco elétrico ou ainda um corte em serra de mesa com recurso a serra angular por exemplo. Ao abordarmos a temática dos RISCOS PROFISSIONAIS, devemos acima de tudo adequar os conteúdos e práticas PEDAGÓGICAS aos OBJETIVOS de aprendizagem (gestos corretos, posturas adequadas, ênfase na proteção coletiva, utilização consertada dos equipamentos de proteção indi- vidual, reconhecimento de uma situação potencial de risco profissional, saber interpretar um rótulo de um produto quí- mico, reconhecer quais os procedimentos de trabalho, nas tarefas de risco elevado em (espaços confinados, platafor- mas de altura, trabalho hiperbáricos, construção civil, ener- gia de alta tensão, entre outros). Estes objetivos devem estar alicerçados num participado (colaborador e chefia juntos) DIAGNÓSTICO de NECESSI- DADES FORMATIVAS. Também cabe ao gestor da formação, em articulação com a área da segurança e saúde no trabalho, clarificar se a APRENDIZAGEM deverá incidir predominantemente so- bre as tarefas OPERATIVAS, ou sobre as tarefas RELACIO- NAIS e/ou COGNITIVAS. Também colocamos nesta fase da DIAGNOSE, se os cola- boradores enquanto formandos numa aprendizagem de PREVENÇÃO de riscos profissionais, deverão ser alvo de

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