magazine RISCO ZERO n7 - page 61

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Definir medidas para controlo do risco, que devem ser implementadas
num determinado período. Em caso de R=3 associados a consequências
muito graves (C=3), e em que se revele impossível a minimização das con-
sequências, definir medidas de controlo que garantam a redução do risco.
Não iniciar o trabalho enquanto não forem tomadas medidas de controlo
do risco. Quando o risco corresponda a um gtrabalho que já se encontra
a decorrer, deve controlar-se o risco num tempo inferior ao estabelecido
para os riscos moderados.
Não começar, nem continuar um trabalho enquanto não forem tomadas
medidas de controlo do risco.
3 ou 4
6
9
Moderado
Importante
Intolerável
Acção e temporização
Pontuação Nível de risco
profissionais da SST, sensibilizando e formando todos os inter-
venientes. Muitas medidas neste ponto 4 poderão revestir-se por
algumas mudanças de layout, por informação local afixada nos
postos de trabalho, por ações de consciencialização dadas pelos
técnicos de SST, entre outras sem grande investimento. Outras
porém, têm mesmo que ser encaradas como um investimento
maior mas que, com o tempo melhorarão consideravelmente os
referidos postos de trabalho proporcionando uma boa qualidade
de vida no local de trabalho e consequentemente uma melhor e
maior produtividade.
ETAPA 5
Acompanhamento e revisão
A avaliação deve ser revista a intervalos regulares, (a minha ex-
periência dita que pelo menos ano a ano no máximo, deve-se re-
analisar a matriz acima apresentada, deslocando-se aos postos
de trabalho, falando com os trabalhadores e seus representantes
e/ou chefia imediatas), para assegurar a sua permanente actua-
lização.
Deve ainda ser a matriz revista, sempre que se verifiquem na
empresa mudanças relevantes, entrada de novos trabalhadores,
ou na sequência dos resultados de uma investigação sobre um
acidente ou um incidente.
Estas matrizes que aqui apresentei foram alvo de uma nomen-
clatura por mim atribuída. Há imensas. O que temos que ser é
coerentes e não modificá-las depois de as aprovarmos. Só assim
teremos uma análise fidedigna do processo de avaliação de ris-
cos proporcionado estratégias de actuação a curto, médio e lon-
go prazo.
Resumindo
A avaliação de riscos constitui em grande parte, a base de uma
gestão eficiente e eficaz da segurança e saúde no trabalho. Ela é
fundamental para reduzir as doenças profissionais e os inciden-
tes/acidentes de trabalho. Se promovermos uma avaliação de
riscos de forma rigorosa, podemos indubitavelmente melhorar a
saúde e a segurança dos trabalhadores, bem como, de ummodo
geral, o desempenho das nossas empresas.
A avaliação de riscos é o processo contínuo (no espaço e no
tempo) de avaliação para a saúde e segurança dos trabalhado-
res decorrentes de perigos no local de trabalho. É, pois, a análise
sistémica e sistemática de todos os aspectos relacionados com o
trabalho e com os trabalhadores, que visa identificar:
. Aquilo que é susceptível de causar lesões ou danos nos traba-
lhadores e em terceiros (que acedam aos serviços da empresa);
. A possibilidade dos riscos serem eliminados e, se tal não for
o caso, evitados (convivência) ou controlados (com técnicas de
protecção colectiva e individual);
. As medidas de prevenção ou protecção que existem, ou deve-
riam existir, para controlar e diminuir (sempre que possível) os
riscos profissionais.
A. Costa Tavares
× Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho
× Quadro Superior da Câmara Municipal de Cascais - Portugal
× Formador, docente e consultor em matéria de SST
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