Magazine Risco Zero #36

/13 A Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) classifica o benzeno como Carcinogénico Grupo 1, existindo evidência científica suficiente da sua associação a determinadas neoplasias hematológicas, incluindo alguns tipos de leucemia. Medir o ar não é suficiente. Durante muitos anos, a avaliação da exposição ocupacional baseou-se quase exclusivamente na monitorização ambiental. Mas existe uma pergunta fundamental: Quanto benzeno entrou efetivamente no organismo daquele trabalhador? É aqui que entra a biomonitorização. Na indústria petrolífera, os programas de vigilância devem obrigatoriamente incluir a avaliação dos compostos BTEX de 2 em 2 anos: • Benzeno; • Tolueno; • Etilbenzeno; • Xilenos. Através da determinação de biomarcadores específicos, como o ácido trans,trans-mucónico (t,t-MA) e o ácido S-fenilmercaptúrico (S-PMA), torna-se possível avaliar a absorção real do contaminante. Em termos simples: Não basta saber o que está no ambiente. É necessário compreender o que foi absorvido pelo organismo. A biomonitorização permite complementar a monitorização ambiental e constitui uma ferramenta valiosa para a deteção precoce de exposições significativas e para a avaliação da eficácia das medidas de controlo implementadas. A importância das avaliações médicas periódicas. A exposição ao benzeno não se controla apenas através de medições ambientais e análises laboratoriais. A vigilância médica periódica constitui um dos pilares fundamentais da prevenção. Nas indústrias onde existe potencial exposição ao benzeno, os trabalhadores devem ser acompanhados através de consultas regulares de Medicina do Trabalho, realizadas por profissionais devidamente qualificados e familiarizados com os riscos específicos da atividade.

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