Magazine Risco Zero N.º 34
/41 e legais. Muitas vezes, elas são expostas a ambientes perigosos e insalubres, o que aumenta o risco de acidentes, lesões e doenças ocupacionais. Além disso, a sobrecarga física e mental também pode prejudicar seu crescimento e desenvolvimento. No entanto, seria importante em torno das políticas do governo e nos termos do Decreto Presidencial n.º 239/21 de 29 de Setembro, para a erradicação do trabalho infantil divulgassem anualmente a campanha Não ao trabalho infantil, com o objectivo de sensibilizar a população e os stakeholder para a erradicação da prática. IMPACTOS NEGATIVOS, ASSOCIADOS AOS RISCOS NO TRABALHO INFANTIL. Crianças e adolescentes que trabalham de forma irregular geralmente estão expostos a riscos físicos, químicos, ergonômicos, mecânico e psicossociais. Por outro lado, o trabalho infantil, pode gerar sentimentos de desvalorização e falta de autoestima nas crianças, que muitas vezes se veem obrigadas a assumir responsabilidades além de sua capacidade emocional e cognitiva. Isso pode resultar em problemas de saúde mental grave, alinhados a dois aspectos: Aspectos físicos; fadiga excessiva, problemas respiratórios, doenças causadas por agrotóxicos, lesões e deformidades na coluna, alergias, irritabilidade. Segundo o Ministério da Saúde, crianças e adolescentes se acidentam seis vezes mais do que adultos em actividades laborais, porque têm menor percepção dos perigos. Fraturas, mutilações, ferimentos causados por objectos cortantes, queimaduras, picadas por animais peçonhentos e morte. Aspectos psicológicos; abusos físicos, sexuais e emocionais são os principais factores de adoecimento das crianças e adolescentes trabalhadores. Outros problemas identificados são: fobia social, isolamento, perda de efectividade, baixa autoestima e depressão. Os riscos e falta de segurança no trabalho infantil, deixam marcas que, muitas vezes, tornam-se irreversíveis e perduram até a vida adulta. CONCLUSÃO Portanto os riscos na segurança no trabalho infantil na verdade, passa pela eliminação efectiva do trabalho infantil na integra, passando por garantir segurança e proteger as crianças do trabalho precoce, assegurando que elas tenham acesso à educação, saúde e lazer. diante deste cenário preocupante é imperioso que o estado angolano implementa uma campanha não ao trabalho infantil, seria necessário e fundamental que a sociedade se una no combate ao trabalho infantil e promova a conscientização sobre as suas graves consequências. é nesse contexto que o governo no âmbito do “panet” ira reforçar os direitos fundamentais para um desenvolvimento digno e seguro. São privados da escola e do lazer, prejudicando o desenvolvimento físico e emocional. Esses fatores violam o direito à segurança, à saúde e à educação. O trabalho infantil custa caro, custa estudo, saúde, futuro e, muitas vezes, a vida. Dr. Idalécio Cauele × Inspector do Trabalho × Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. × Pós-graduado emHigiene e Segurança no Trabalho. × Formador Profissional de SHST × Palestrante emmatéria de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. Bom dia prezado 2026
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