Magazine Risco Zero N.º 33

magazine risco zero DRA. LÉN BERNARDO DIAS ENTREVISTA A Directora-Geral do Grupo ET O que esteve na origem da realização da Conferência Nacional de SHST? A origemdesta iniciativa esteve relacionada coma necessidade de impulsionar uma nova cultura de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho em Angola, sobretudo nos sectores onde os riscos são mais acentuados, como o petróleo, gás e minas. A primeira edição, realizada em 2024, permitiu identificar lacunas, mas também revelou um elevado interesse institucional e empresarial pela temática. Assim, decidiu-se dar sequência a este esforço, criando-se uma plataforma anual de referência nacional, onde o conhecimento técnico é partilhado, as boas práticas são destacadas e, acima de tudo, se promove um compromisso colectivo em torno da protecção da vida humana no ambiente laboral. Qual foi a visão estratégica por detrás do tema escolhido para esta edição: “A SHST na Era da Sustentabilidade nos sectores de óleo, gás e minas”? A conferência decorreu num contexto emque muitas empresas ainda operam alheias à sustentabilidade, seja ambiental, social oueconómica.EaSHSTéumdospilaresdessasustentabilidade. Os sectores de óleo, gás e minas são fundamentais para o Produto Interno Bruto do país, mas também estão entre os que apresentam maior incidência de acidentes, doenças ocupacionais e impactos ambientais. Ao trazer este tema, procurou-se discutir como esses sectores podem alinhar- se a práticas modernas, que assegurem simultaneamente a produtividade, a preservação da saúde dos trabalhadores e a mitigação dos impactos nas comunidades e no meio ambiente. Quem foi o público-alvo desta conferência e o que pôde esperar ao participar? A conferência teve carácter técnico, dirigida a decisores, quadros de SHST, engenheiros de segurança, gestores de projecto, académicos, técnicos operacionais, responsáveis de recursos humanos e empresas fornecedoras de serviços e equipamentos. Durante os dois dias, os participantes tiveram acesso a painéis temáticos, workshops e oportunidades de networking com especialistas nacionais e internacionais. Para além disso, foi um espaço de construção de soluções: não se tratou apenas de ouvir, mas de participar na definição de caminhos concretos para a melhoria da segurança laboral em Angola.

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