Magazine Risco Zero N.º 31
/67 espaço, mobilidade, apoio para braços e pés, entre outros. Além disso, é fundamental que os itens sejam de alta qualidade e duráveis. Caso contrário, com o tempo e o uso contínuo, é possível que ocorra desgaste, o que pode comprometer o conforto e outros aspectos essenciais para manter a ergonomia adequada. 4. Observe a jornada de trabalho A jornada de trabalho dos profissionais deve ser estabelecida de maneira que não seja preciso fazer horas extras com frequência. Também é importante que os trabalhadores tenham tempo suficiente para o devido descanso. Dessa forma, é fundamental ter atenção a esse ponto, para não sobrecarregar os trabalhadores com excessos na jornada de trabalho, além de monitorar se as pausas estão sendo realizadas devidamente. 5. Envolva e conscientize a equipe Os trabalhadores precisam fazer parte das mudanças promovidas pela ergonomia organizacional. Para isso, eles podem ajudar no levantamento de dados sobre os riscos que afetam a saúde e a segurança de todos na rotina de trabalho. Depois que as melhores práticas forem implementadas, é crucial conscientizá-los em relação à ergonomia. Uma outra opção é oferecer treinamentos a respeito das consequências da falta de ergonomia, bem como orientações. È muito notório que se bem aplicado a ergonomia nas organizações, temos benefícios muitos maiores que podem de ser modo elevar a organização para um pouco nivél, tornando ela mais robusta em relação as coisas devido ao seu capital humano que fará toda a diferença. Abordando aspectos relacionados aos treinamentos e entendimento da tarefa, mas é importante que não esqueçamos que cada indivíduo entende de forma diferente as informações passadas, então é importante que as organizações se certifiquem que todos os trabalhadores entendam o que está lhes é passado, seus líderes devem se certificar da correta execução e da manutenção desse conhecimento constantemente atravez do refreshment. Pudemos ver de certo modo que os aspectos funcionais físicos e mentais estão totalmente ligados aos fatores humanos, como assim? Quero dizer que a forma que realizo uma ação ou a minha tomada de decisão tem tudo a ver com o que eu aprendi de como fazer e como está meu estado emocional no momento da execução da tarefa. Por exemplo, se alguém estiver com pressa em realizar alguma ação posso acabar “esquecendo” ou simplesmente “negligenciando” algumas etapas do processo que “o mesmo” julgo que não são importantes, chegamos aqui a outro ponto interessante, o tempo, o ritmo, a imposição por metas e produtividade, a pressão por resultados, esses aspectos geram situações exacerbadas e perigosas no ambiente de trabalho que devem ser vistas pelas organizações com muita cautela, mas o que comumente vemos são pessoas que nunca estiveram no “chão de fábrica” programando a produção sem saber a realidade e dificuldades do processo. Então para analisarmos os fatores humanos no trabalho podemos utilizar uma abordagem de Fatores humanos e organizacionais da segurança que consiste em identificar e implementar as condições que favorecem uma contribuição positiva dos operadores e dos coletivos de trabalho na construção da segurança. Daniellou, F., Simard, M. e Boissières, I. (2010). Fatores Humanos e Organizacionais da Segurança Industrial: um estado da arte. Traduzido do original Facteurs Humains et Organisationnels de la Sécurité Industrielle por Rocha, R., Lima, F. e Duarte, F. Número 2013- 07 dos Cadernos da Segurança Industrial, ICSI, Toulouse, França (ISNN 2100-3874).
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