Magazine Risco Zero nº29

magazine risco zero fazem uma pré avaliação do risco. Saiem ao fim do dia por volta das 8h ou das 9h da noite e regressam por volta da 1h da manhã, voltando de novo ao mar por volta das 4h da manhã para que logo cedo de manhã regressem à praia para a venda do peixe nas zungueiras. Nos entretanto, há esforço de puxar as redes, puxar o barco para área seca, antes de ir vender o peixe e comer alguma coisa para descansarem um pouco, para no final da tarde , antes do sol se por, preparam as redes para voltarem a sair mais tarde. Aqui não levam geradores, mas lanternas. O risco da queda na água é maior. Lembro-me que no ano passado na Salga alguém caiu ao mar, não foi encontrado. A barcaça chegou a terra com a notícia de um filho perdido, dizem os pescadores que é uma “dádiva aos Deuses” para trazerem mais peixe. Mas uma mãe perdeu seu filho no mar. Seu sustento. É o risco que fica da insegurança da actividade. “Em dias de temporal não vamos ao mar”, diz mestre João. “É muito arriscado”. Em Abril, quase não se pesca, é muito dificil de sobreviver. Os pescadores artesanais são os primeiros a sentir o impacto das intempéries. É também de barcaças improvisadas, muitas vezes, com sacos de plástico com esferovite, para boiar, que se faz a pesca da mabanga, do choco e do polvo na Baía de Luanda, onde se pesca quando a maré esta baixa e se tem pé. Devem usar coletes sim, mas não usam pois têm pé, segundo o mestre João. A pesca artesanal é uma atividade que já existe hámuitos anos que é responsável essencialmente pelo sustento de muita população e, aqui neste caso, na maior parte da população da Ilha no entanto há muito tempo que os resultados desta pesca artesanal na região vêm a ser reduzida. Antigamente os pescadores não iam tão distante, “havia mais peixe” , conta o mestre João que numa saida em 2016 com a rede pescou mais de 5000 peixes que levaram uma semana a vender. “Agora? Agora têm de ir para longe , bem longe da costa para pescar alguma coisa. O peixe é menor, menos quantidade derivado essencialmente à sobrepesca, principalmente dos barcos de costeiros que vêm sem autorização e sempermissão e também a falta de fiscalização traz-nos uma diminuição gradativa das espécies”. E a poluição? Apoluição é umoutro factor que coloca emrisco a preservação e a sobrevivência deste tipo de atividade que perdura há muitos anos. Neste momento no mar existe muito plástico. E se repararmos onde nos encontramos, a areia esta repleta de garrafas, rolhas, sacos e outros residuos diversos. Há que incutir também a segurança ambiental. A Poluição esta a destruir oceanos e a ameaçar as espécies. Têm de preservar o espaço deles.

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