Magazine Risco Zero nº28

/29 também dificultando a conciliação entre a vida profissional (muitas vezes sujeita a turnos e a trabalhos fora do horário “normal de expediente”) e a vida familiar e pessoal/social. Atualmente com os novos paradigmas da gestão das condições de trabalho, quer por via legislativa (obrigatória), quer por via normativa (carácter obrigatório quando a lei assim o exige), quer por práticas (boas, diga-se) de gestão empresarial, o trabalho nas minas está mais seguro, fruto da introdução de equipamentos de proteção coletiva e individual, mas também por administração de ações formativas, consulta e participação dos trabalhadores, programas de saúde física e mental, ergonomia, entre outras valências, porém, ainda se pode considerar este setor como um dos mais perigosos para a vida humana e principalmente para a qualidade de vida de quem lá trabalha. O que fazer? Bem, diríamos, muita coisa. Mas tudo começa na promoção de uma cultura de segurança, higiene e saúde no trabalho, e neste caso específico, no setor das minas. Mas o que se entende por uma cultura de segurança no trabalho? Podemos referir cultura de segurança como um conjunto de práticas e valores institucionalizados que visam promover um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos os trabalhadores, mas também terceiros que lidam com a organização. O objetivo é reduzir os riscos associados ao desempenhodas atividades laborais, paraqueos trabalhadores possam exercer as suas funções com qualidade e eficiência. Uma cultura de segurança forte e bem planeada considera e implementa várias medidas relacionadas à prevenção de acidentes, como a conscientização de riscos, a formação contínua, a consciencialização intrínseca do perigo e qual a melhor forma de prevenir/proteger, e o diálogo tripartido, entre outras práticas inclusivas. Então, podemos salientar com base no que referimos no parágrafo anterior que, a adoção de uma cultura de segurança fornece inúmerosbenefíciosparaaorganização, nomeadamente: • Melhoria da produtividade e qualidade do trabalho: um ambiente seguro e saudável favorece o desempenho dos trabalhadores, que se sentem mais motivados, mais seguros, mais protegidos e consequentemente mais satisfeitos e confiantes; • Fortalecimento da imagem da organização em causa: uma organização que se preocupa com a segurança e saúde, bem-estar e conforto ergonómico dos seus trabalhadores demonstra efetivamente uma responsabilidade social e ética, o que pode melhorar sua reputação e sua competitividade no mercado de trabalho e no mercado concorrencial; • Melhoria no clima organizacional: uma cultura de segurança, higiene e saúde laboral, promove a integração, a comunicação, cooperação e o relacionamento saudável entre os membros da organização, o que contribui para um ambiente de trabalho mais harmonioso e agradável; • Conformidade com as normas e regulamentos: uma cultura de segurança instituída e percebida por todos, facilita a organização a cumprir as exigências legais e normativas relacionadas com a segurança, higiene e saúde ocupacional, evitando contraordenações, sanções acessórias e processos judiciais; • Redução do risco de incidentes, acidentes e doenças profissionais: uma cultura de segurança previne e minimiza os danos causados por situações de perigo ou emergência, protegendo a integridade física e mental dos trabalhadores e reduzindo os custos com incapacidades e respetivas baixas laborais, indenizações e assistência médica aquando da

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