Magazine Risco Zero nº27

magazine risco zero A. Costa Tavares × Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho × Quadro Superior da Câmara Municipal de Cascais - Portugal × Formador, docente e consultor em matéria de SST • É fundamental que os trabalhadores, chefias, dirigentes, administradores e os técnicos de segurança, higiene e saúde no trabalho CONHEÇAM os PERIGOS e os RISCOS PROFISSIONAIS , nomeadamente os mais conhecidos e transversais a muitas organizações conforme a listagem (não exaustiva) abaixo: Podemos considerar como principais fatores de risco: • Riscos físicos (iluminação, ruído, vibrações, desconforto térmico, radiações ionizantes e não ionizante, etc.); • Riscos químicos (poeiras, sílicas, neblinas, aerossóis, salpicos químicos, fibras de amianto, solventes, tintas e vernizes entre outros); • Riscos biológicos (vírus, bactérias, protozoários, fungos, etc.); • Riscos por ausência de condições ergonómicas , (seja a nível de equipamentos de trabalho, seja a nível de posturas, esforços físicos, movimentos repetitivos, entre outros); • Riscos psicossociais (stress, burnout, assédio moral, falta de comunicação clara, liderança autocrática, trabalho por turnos, relações interpessoais de toxicidade, etc.); • Riscos inerentes ao próprio processo de trabalho (trabalho precário, trabalho duplicado, falta de autonomia, excesso de controlo, dificuldade em trabalhar com novas tecnologias, etc..). De referir que os riscos psicossociais e a organização do trabalho, têm um mínimo denominador comum, podendo fundir-se uma vez que o centro do foco está na pessoa e nas que o rodeiam. A gestão dos riscos profissionais como atrás referimos, é da competência dos técnicos de segurança e saúde no trabalho, mas deve também ser materializada por todos os agentes interventores na organização, pois todos têmresponsabilidade aos mais variados níveis numa filosofia de cultura de segurança, que aumenta na medida do envolvimento, da participação, e da comunicação entre todos. Figura 2 Áreas chave da intervenção da segurança, higiene e saúde no trabalho A reflexão que fizemos neste artigo não se esgota com a introdução das políticas e estratégias enunciadas. Caminhamos para um paradigma novo com as questões do trabalho híbrido, das plataformas digitais e do trabalho isolado, cujos riscos, muitos deles ainda pouco conhecidos, vêm encorpar os clássicos que já referimos. A área da segurança, higiene e saúde no trabalho é doravante cada vez mais mutável. Mas com vontade, com motivação, com envolvimento e a participação de todos, tudo é possível acontecer, tudo é possível acreditar. Vamos em frente.

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