Magazine Risco Zero nº26

magazine risco zero Engª. Carla Guerreiro CULTURA DE SEGURANÇA E FORMAÇÃO ARTIGO PROFISSIONAL Trabalhar com segurança, em segurança e para a segurança, não é algo que se faça sem formação. E formação adequada. Mas nem sempre a formação na segurança é bem-vinda. Quando falamos que vamos fazer uma indução, ou ter uma acção de formação na área da segurança, que dura em média uma hora, muita gente a reclamar ou a “torcer on nariz”, como sendo um grande sacrifício e, ainda questionam para que é que isto serve? Quando temos de utilizar todo o tempo para produzir e não para fazer formações de segurança. “Já sei tudo”...” Já ouvi isso muitas vezes”... “Nunca tive nenhum acidente, não preciso.” “Isto é tão simples”…. “Já faço isso a tantos anos para que formação?” Para melhorar o desempenho operacional numa organização é necessário apostar na formação, O desempenho de SHST (Segurança, Higiene e saúde no trabalho) requer o envolvimento de todos na organização, utilizando o conhecimento em todos os níveis e integrando totalmente HSE no comportamento diário. Dai que seja extremamente importante a formação nesta área. As organizações hoje em dia procuram cada vez mais trabalhadores qualificados no sentido de obterem bons resultados na organização, em matéria de higiene e segurança no trabalho uma vez que para obter bons resultados nesta matéria é extremamente importante a qualificação do técnico de segurança. Por outro lado é importante que as organizações apostem num bom programa de formação, pois o desenvolvimento do conhecimento permite trazer inúmeros benefícios, nomeadamente a redução do risco da atividade, o que por si só já é uma vantagemmuto competitiva. No que respeita ao trabalhador ele também deve estar ciente da importância em fazer formação, sim porque muitos não o querem, não o consideram importante, e acham que é uma perda de tempo face a produtividade. As estatísticas a seguir demonstrama importância da formação adequada para o trabalhador, ou seja: Cercade59%dos trabalhadoresnasorganizaçõesdizemquenão têm formação no local de trabalho, e que muitas das atividades que executam aprenderam por si próprios, autodidatas. No entanto, temos cerca de 74% dos trabalhadores dispostos a aprender, a receber formação, para manter os seus postos de trabalho. A nova geração, os Millennials, consideram a formação um ponto muito importante para o desenvolvimento profissional - cerca de 87%, por outro lado, 59% acredita que a formação e as qualificações são extremamente importantes apara aceitar determinado cardo numa dada organização. Quando falamos em oportunidades de carreira, a maior parte dos funcionários não está satisfeito com o seu progresso nas organizações e apenas cerca 29%dos inquiridos estão satisfeitos com as oportunidades oferecidas pela empresa em ametria de progressão de carreira. Quando falamos em matéria de formação específica para executar a função, cerca de 41% respondeu que era muito importante esta formação, no entanto apenas 31% consideram que tiveram esta formação e sentem-se satisfeitos com ela. Uma grande parte dos entrevistados, cerca de 74% acham que não conseguem dar o seu melhor na sua atividade derivado á falta de oportunidades de desenvolvimento. Sendoqueapenas41%dos trabalhadores inquiridos, consideram que as oportunidades de crescimento dentro da organização - progressão na carreira, são muito importantes para o seu bem- estar e satisfação na organização. Já para 76% dos millennials as oportunidades de desenvolvimento profissional são um dos aspetos mais importantes da cultura da organização. 76% dos funcionários dizem que o melhor seria que as organizações oferecessem á sua equipa formação no sentido de obter qualificações e habilidades extra. O investimento na própria qualificação por parte do trabalhador já cresceu um pouco e atinge cerca de 59%. É certo que ninguém nasce ensinado e por muita perceção que se tenha do que é certo/errado, seguro/inseguro sem a correta formação os acidentes acontecem.

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