Magazine Risco Zero nº26
/33 O primeiro objetivo é garantir a segurança e saúde quer de trabalhadores, quer de terceiros que interagem com a organização, minimizando os riscos de lesões, doenças profissionais ou danos a propriedades. A formação pode incluir tópicos como identificação de perigos, uso correto de equipamentos de proteção, protocolos de emergência e primeiros socorros. A formação em prevenção de acidentes também pode incluir valências práticas específicos para determinados riscos ou ambientes, como segurança na construção civil, agricultura e pescas, trabalhos em altura, espaços confinados, manipulação de máquinas e equipamentos, transporte de materiais e mercadorias perigosas, entre outros. Além da formação, é importante que as organizações (sejam públicas ou privadas) implementem políticas e programas efetivos de segurança e saúde no trabalho, forneçam equipamentos de proteção adequados e mantenham as instalações, equipamentos, ferramentas de trabalho e manuseamento de materiais em boas condições de operacionalidade. Outros aspetos importantes da prevenção de acidentes e doenças profissionais incluem: • Comunicação clara: É importante que as expectativas de segurança por parte dos trabalhadores sejam claramente estabelecidas e comunicadas a todos os envolvidos, incluindo empregadores, trabalhadores, prestadores de serviço e visitantes; • Investimento em tecnologia: A utilização de tecnologias avançadas, como sensores e sistemas de monitorização, pode ajudar a identificar e prevenir potenciais acidentes; • Formação contínua: A formação em prevenção de acidentes não deve consubstanciar-se num evento ocasional e único, mas sim num processo contínuo ao longo do ano, por forma a que todos os agentes envolvidos se mantenham atualizados sobre as melhores práticas e os procedimentos de segurança a adotar no seu dia-a-dia; • Envolvimento da equipe: O envolvimento, o feedback e a participação ativa da equipa são fundamentais para garantir a efetividade da prevenção de acidentes. É importante que todos tenham a oportunidade de expressar suas preocupações e sugestões de melhoria; • Liderança: o exemplo se não vier do topo dificilmente se conseguirá institucionalizar uma cultura de segurança intrínseca na organização. Temque haver comprometimento dos responsáveis de topo e de toda a cadeia hierárquica de comando. Figura nº2 Além disso, é importante levar em conta outros aspetos que podem contribuir para a prevenção de acidentes, como: • Manutenção preventiva: Manter as instalações, equipamentos e veículos em boas condições de operacionalidade e acessibilidade é fundamental para evitar acidentes. A manutenção preventiva deve ser uma prioridade para garantir a segurança dos trabalhadores e visitantes. • Condições de trabalho seguras: As organizações devem garantir que as condições de trabalho sejam seguras, incluindo iluminação adequada, ventilação saudável, espaço suficiente para a movimentação de pessoas, máquinas e equipamentos de trabalho, mitigação de atmosferas poluentes, redução de fontes ruidosas, gestão do ambiente térmico, manutenção dos meios de primeira intervenção e de combate a incêndios entre outras condições que possam interferir com a funcionalidade normal dos serviços e que possam originar incidentes, acidentes e doenças profissionais; • Preparação para respostas a emergências: As organizações devem ter planos e protocolos claros de ação em caso de emergências, incluindo rotas de evacuação e exercícios e simulacros para os trabalhadores sobre como reagir em caso de fogo e/ou incêndio, desastres naturais ou outros incidentes; • Conformidade legal: As organizações devem seguir todas as regulamentações e normas aplicáveis à segurança e saúde no trabalho evitando face ao desvalor jurídico a promoção indesejada de contraordenações, processos criminais e cíveis além do desconforto gerado pelas vistas
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=