Magazine Risco Zero nº25

magazine risco zero Engª. Carla Guerreiro × Directora de QHSE da Bureau Veritas Angola Referências bibliográficas: • College of Graduate Health Studies, A.T. Still University, Mesa, Arizona, USA • https://www.wipo.int/edocs/lexdocs/laws/pt/ao/ao001pt.pdf • https://allthatsinteresting.com/lewis-hine-child-labor-photographs • Hellraisers Journal – Thursday May 25, 1922; (Report Describes Child Labor in Shrimp and Oyster Canning Industry - From the Pittston Gazette of May 23, 1922) Esta fotografia tirada por Lewis Hine no início do século 20, mostra uma criança que tenta descansar ao fim de um longo dia de trabalho. Se a nós adultos ao fim de um dia de trabalho chegamos extenuantes a casa, imagina uma criança, na idade de brincar e ir a escola, cuja função dela mesmo é ser criança. Continuamos nós pais, professores, empregadores, trabalhadores, entidades governamentais a protelar esta situação? A fechar os olhos? O trabalho infantil é um dos problemas mais antigos da nossa sociedade e ainda é uma questão recorrente. Ao longo do tempo, o trabalho infantil evoluiu de trabalhar na agricultura ou em pequenas oficinas de artesanato para ser forçado a trabalhar em fábricas no meio urbano como resultado da revolução industrial. As disparidades socioeconómicas, a falta de acesso à educação, a pobreza e doença que leva muitas crianças ficarem sozinhas e responsáveis por si só, são alguns dos fatores que contribuem para o trabalho infantil, principalmente aqui em Angola. O trabalho infantil impede o desenvolvimento físico, intelectual e emocional das crianças. Pois elas deixam de ser crianças, para serem mais um trabalhador que tem de ganhar o seu salário para sobreviver. Até o momento, não existe nenhum acordo internacional para a aplicação plena do trabalho infantil. Esta é uma questão de saúde pública que exige uma abordagem multidisciplinar desde a educação das crianças e das suas famílias até o desenvolvimento de leis e regulamentos abrangentes e aplicáveis sobre o trabalho infantil, bem como o seu devido controlo, por forma a garantir a sua aplicabilidade. Medidas governamentais para criar condições de acesso gratuito das crianças a escola é um outro factor muito importante para a redução do trabalho infantil. A formação e o conhecimento são um verdadeiro valor acrescentado para as empresas. O trabalho infantil é moral e eticamente inaceitável.

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