Magazine Risco Zero nº24
/31 Eng. JoséManuel Mendes Delgado ×Mestre emengenharia civil × Especialista emconstrução e segurança. ×DocentenoISECLisboa,emengenhariadesegurançaeemengenhariade construção e reabilitação × Presidente SRSUL daOrdemdos Engenheiros Técnicos Sabendo que a saúde ocupacional tem influência direta na saúde do trabalhador, na sua qualidade de vida e que em simultâneo é influenciadora na melhoria da produtividade das empresas, urge inverter o processo, a triste realidade de elevadas percentagens de acidentes, onde os acidentes graves e mortais representam um verdadeiro desastre em termos de custos sociais e económicos para as famílias, para as empresas e os países Perante tal desígnio e tal realidade, urge responder eficazmente e atempadamente, com medidas que invertam a atual situação, que incrementem políticas e regras objetivas e claras, que resultem em verdadeiras medidas preventivas, ações que resultem das necessidades de novos e reforçados investimentos na área da saúde ocupacional, uma prioridade que os diversos intervenientes no mundo empresarial e no mundo trabalho, têm de assumir como uma prioridade. As empresas, as instituições, têm de ter em consideração que o bem-estar dos seus trabalhadores, são uma prioridade e em simultâneo, têm de perceber que os custos a aplicar na área da saúde ocupacional, são um verdadeiro investimento e nunca um custo desnecessário e intolerável. Importa igualmente realçar que a saúde ocupacional, não se resume aos exames de aptidão médica, que a saúde ocupacional deve integrar um todo, uma verdadeira cultura de segurança, que garanta locais de trabalho seguros e saudáveis, onde o trabalhador, todos os trabalhadores tenham a perceção que que se encontram integrados num ambiente seguro e se sintam satisfeitos e motivados. Desta forma, as estatísticas, os resultados da sua pesquisa, o seu estudo e a sua aplicação prática, poderão ser verdadeiras alavancas na segurança no trabalho e na área da saúde ocupacional, ao permitir a correção de erros de não conformidades e em simultâneo, a oportunidade para a incrementação de novas medidas, de novas tecnologias e processos, de melhorias sucessivas, onde a evolução da técnica e a era digital, poderão ser o caminho a percorrer. Por fim, será de referir que as estatísticas ao serviço da saúde ocupacional, são um verdadeiro instrumento, um contributo para a implementação de melhores condições de segurança e saúde no mundo do trabalho, logo menos acidentes, mais produtividade e mais justiça social.
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