Magazine Risco Zero nº23

magazine risco zero Engª. Carla Guerreiro × Directora de QHSE da Bureau Veritas Angola Quando fizermos uma paragem verificamos quem ligou. Urgências e emergências só no hospital. Por isso “Sê paciente na estrada, para não ser paciente no hospital” . Ser paciente na estrada, mais uma utopia que vemos por aqui neste nosso país principalmente aqui pela capital, onde de duas faixas de rodagem fazemos quatro e cinco para chegar mais rápido, esquecendo que isso ainda promove mais a confusão, e em vez de chegar mais rápido levamos o mesmo tempo e stressamos mais. Como pode uma organização actuar sobre esta situação? Condução defensiva, conversas de segurança, reuniões periódicas com motoristas, saber ouvir, e saber impor-se. Eu sei que não é fácil e muitas das vezes questionam “fizemos tudo do nosso lado e mesmo assim não funciona porquê”. Será que fizemos? Será que fizemos bem?, Lembram-se da história que contei atrás sobre a diferença entre os pneus do carro e os sapatos que usamos? Pois, por vezes temos de arranjar ideias mirabolantes para captar a atenção, o segredo pode estar aí, no empenho que utilizamos para levar a “água ao nosso moinho”. Nós por aqui temos por hábito para além dos cursos de condução defensiva, das conversas e reuniões de segurança periódicas, dos dois minutos para a minha segurança, de premiar o melhor condutor do mês/ano. Temos também uma politica de boas práticas, que de certa forma motiva o trabalhador a executar a sua actividade com segurança, seja ela qual for. Manter os colaboradores engajados e focados é uma prioridade, bem como a responsabilização do próprio condutor. Por isso como forma da prevenção, a organizaçao deve focar- se no trabalhador, neste caso no condutor. Se todos dermos um pouco de nós, não vamos sós e considerando que o saber não ocupa lugar, não custa nada, estamos aqui para ensinar, apoiar e salvaguardar a segurança que deve ser um compromisso de todos.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=