Magazine Risco Zero nº23
/31 magazine risco zero Eng. José Manuel Mendes Delgado ARTIGO TÉCNICO PREVENÇÃO RODOVIÁRIA NO TRABALHO É do conhecimento geral e das estatísticas, que os acidentes resultantes dos acidentes rodoviários, a caminho do trabalho, durante o trabalho e de volta do trabalho, são uma responsabilidade dos empregadores, das tutelas e dos Estados, que representam danos sociais e financeiros sem dimensão, coisa grave, muito grave, que tem de ser minorada e encarada com eficácia e rigor, onde cada um dos intervenientes tem de cumprir a sua parte. OS PERIGOS E RISCOS NA DESLOCAÇÃO AUTOMÓVEL Refira-se ainda, que os empregadores e os trabalhadores durante a deslocação automóvel, têm de cumprir a legislação, os princípios gerais de prevenção e em especial, as boas práticas em termos de condução e de princípios gerais do trabalho, cumprirem com as suas responsabilidades e limites de responsabilidade e aplicaremos conhecimentos adquiridos sem hesitações. Contribuir para criar um sistema equilibrado e de responsabilidade. É importante referir o seguinte: Conceito de «perigo» na deslocação automóvel, representa a interrupção brusca do movimento do veículo a uma determinada velocidade, causada pelo impacto contra um outro objecto ou situação análoga. Nesta situação dá-se uma brusca desaceleração do veículo com dissipação de energia cinética (E = ½m v²) entre este e o objecto (choque ou colisão). Choque – o impacto de um veículo contra um objeto estático. Colisão – o impacto de um veículo com um objeto em movimento. Assim importa ter em atenção: - A importância da formação regular, com condutores habilitados e veículos em bom estado de conservação e adequados às funções a que estão atribuídos, criam uma matriz de equilíbrio, que tem em atenção todas as fases de deslocação automóvel e em especial, os princípios gerais de prevenção. - O Estado tem de produzir legislação eficaz, que regule as questões relacionadas coma segurança rodoviária e o trabalho e em simultâneo, criar um sistema de informação e divulgação que represente uma verdadeira política de prevenção, que minimize os acidentes e os problemas sociais que lhes estão associados, com custos absolutamente desproporcionados e desnecessários. - Estima-se que 40% de todos os acidentes de trânsito envolvem pessoas "em trabalho" e de pessoas dirigindo-se para o trabalho ou voltando do trabalho. (ORSA – Occupational Road Safety Alliance- Foi constituída em 29 de abril de 2002 numa reunião de 40 organizações Eng. JoséManuel Mendes Delgado ×Mestre emengenharia civil × Especialista emconstrução e segurança. × Docente no ISECLisboa, em engenharia de segurança e em engenharia de construção e reabilitação × Presidente SRSUL daOrdemdos Engenheiros Técnicos que concordaram em trabalhar em conjunto para promover a segurança rodoviária ocupacional através das respetivas associações e contatos importantes. A ORSA é constituída por mais de 150 organizações). - Registos da europa - 6 em cada 10 acidentes de trabalho mortais, são acidentes de trânsito, incluindo acidentes em trajeto e em missão. - A avaliação de risco na condução e a formação podem melhorar o trabalho relacionado com a segurança rodoviária. Os empregadores devem, tendo em conta a natureza das atividades da empresa e/ou estabelecimento, avaliar os riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores. São obrigações do empregador. - Conduzir é uma tarefa exigente e o risco de acidente é elevado quando os indivíduos não estão fisicamente ou mentalmente aptos para conduzir. É graças ao bem-estar geral e estilos de vida saudáveis que as ameaças significativas para os riscos de segurança, tais como sonolência, dependência de álcool ou drogas ilegais ou medicamentos e stresse podem ser evitadas. - As medidas tomadas pelos empregadores para prevenir os riscos dos deslocamentos dos seus funcionários para e do trabalho, podem melhorar a segurança rodoviária. Ter em atenção os factores de risco, uma premissa a não desvalorizar. - A distração nas estradas é uma grande fonte de preocupação. Julga-se que a distração do condutor desempenha um papel em cerca de 20 a 30% de todas as colisões rodoviárias. Os veículos são cada vez mais "escritórios móveis", um ambiente no qual os trabalhadores são suscetíveis de receber ou fazer chamadas telefónicas, verificar as mensagens de texto ou até mesmo verificar os seus e-mails, desprezando o enorme risco que este tipo de comportamento levanta durante a condução para o trabalho. - Oferecer aos empregadores a visão para combater a fadiga entre os motoristas de veículos pesados. A fadiga é um dos principais riscos para este grupo de motoristas profissionais. - Oferecer aos empregadores uma visão sobre a luta contra o excesso de velocidade entre os trabalhadores na condução de e para o trabalho. O excesso de velocidade pode ser definido como a condução em excesso dos limites de velocidade estabelecidos legalmente e/ou conduzir em velocidades que são inadequadas para as condições prevalecentes. O excesso de velocidade é o principal fator de risco de acidentes de viação, mortes e ferimentos graves. - O empregador deve ter em conta, na organização dos meios de prevenção, não só o trabalhador como também terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos da realização dos trabalhos, quer nas instalações quer no exterior. - Distração Física - O condutor tem que usar uma ou ambas as mãos para manipular um dispositivo (por exemplo, procurar um número no telefone móvel) em vez de concentrar-se nas tarefas físicas necessárias para a condução (por exemplo, direção, mudança de velocidade, etc.). - Distração Visual - Existem três formas diferentes de distração visual. • Campo visual do condutor bloqueado por objetos (por exemplo, um dispositivo de navegação móvel montado no pára-brisas) que impede que o condutor detete ou reconheça objetos na estrada. • Quantidade de tempo que os olhos do condutor estão nos dispositivos nómadas e fora da estrada (por exemplo olhar para os visores). • Perda de "atenção" visual, muitas vezes referida como "olhar para a estrada, mas incapazes de ver". Isto interfere com a capacidade do condutor para reconhecer situações de risco em ambiente rodoviário. - Distração auditiva - Esta forma de distração ocorre quando os motoristas momentaneamente ou continuamente focam a sua atenção em sons ou sinais auditivos e não no ambiente rodoviário. Isto pode ocorrer quando escutam o rádio ou quando conversam com um passageiro, mas é mais pronunciada quando se utiliza um telefone móvel. - Distração cognitiva - Esta forma de distração envolve lapsos de atenção e julgamento. Ela ocorre quando duas tarefas mentais são executadas ao mesmo tempo. A distração cognitiva inclui quaisquer pensamentos que absorvem a atenção do condutor, sendo desta forma incapazes de navegar através da rede de estradas com segurança sendo o tempo de reação mais reduzido. Falar com um telefone móvel durante a condução é um dos exemplos mais bem documentados de distração cognitiva; no entanto, também pode ocorrer quando tentam manipular os “dispositivos nómadas” (por exemplo, operando um dispositivo móvel de navegação) ou quando prestam atenção à informação transmitida pelos dispositivos. Os aspectos referenciados neste artigo, em termos de segurança rodoviária, relacionados com o trabalho, têm como principais objectivos criar um sistema de reflexão e em simultâneo, alavancar um sistema coerente e equilibrado, onde a prevenção tem de ser a matriz de actuação. Minimizar acidentes e custos sociais irreversíveis.
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=