Magazine Risco Zero nº23

a maior parte dos postos de trabalho na condução automóvel profissional. Estes, entre outros factores, determinam a elevada prevalência de lesões músculo-esqueléticas neste grupo de profissionais. Tratando-se de lesões que, na sua maioria evoluem para a cronicidade, com um elevado impacto negativo na saúde e qualidade de vida do trabalhador, das famílias e para a sociedade como um todo, a prevenção reveste-se de crucial importância. A entidade patronal é obrigada por lei a zelar pela saúde e segurança dos trabalhadores. É responsável por avaliar os riscos no local de trabalho e pela implementação de mudanças no processo de trabalho (condições e ambiente de trabalho) dos motoristas profissionais, visando minimizar as repercussões do trabalho sobre a saúde dos mesmos. Este processo deve contar com a participação dos trabalhadores, enquanto sujeitos ativos de sua vida e da sua saúde, capazes de intervir num processo de mudança, orientado para a promoção de “trabalhadores saudáveis em ambientes de trabalho saudáveis”. Dra. Paula Madaleno × Médica, Especialista em Pediatria × Pós-graduação emMedicina do Trabalho, Mestre em Saúde Ocu- pacional e Doutoranda em Saúde Internacional-Políticas de saúde e Desenvolvimento pelo IHMT, Universidade Nova de Lisboa × Diretora clínica da empresa Consaúde Medicina do Trabalho Referências bibliográficas: [1] S. M. Maduagwu e et al, “Work-related musculoskeletal disorders among occupational drivers in Mubi, Nigeria,” International Journal of Occupational Safety and Ergonomics, 2021. [2] European Agency for Safety and Health at Work (EU-OSHA), “Driving for work and MSDs,” [Online]. Available: https://oshwiki.eu/wiki/Driving_for_work_and_MSDs. [Acedido em 01 03 2022]. [3] F. Sekkay, D. Imbeau e et all, “Risk factors associated with self-reported musculoskeletal pain among short and long distance industrial gas delivery truck drivers,” Appl Ergon, nº 72, pp. 69-87, 2018. [4] European Agency for Safety and Health at Work, “ESENER 2019: European Survey of Enterprises on New and Emerging Risks,” Publications Office of the European Union, Luxem- bourg, 2020. [5] Z. Feng, J. Zhan e et all, “The association between musculoskeletal disorders and driver behaviors among professional drivers in China,” International Journal of Occupational Safety and Ergonomics, vol. 26, nº 3, pp. 551-561, 2020. [6] B. Mallat, “Ergonomics and driving,” International RSI Day, 2016. [7] A. Rufai e et all, “Prevalence and Risk Factors for Low Back Pain Among Professional Drivers in Kano, Nigeria,” Archives of Environmental & Occupational Health, vol. 70, nº 5, pp. 221-255, 2015. [8] T. Waters, A. Genaidy, H. Viruet e M. Makola, “The impact of operating heavy equipment vehicles on lower back disorders,” Ergonomics, vol. 51, nº 5, 2008. [9] F. Serranheira e A. Sousa-Uva, “Lesões Musculo-Esqueléticas, fatores individuais e Trabalho: interações e interdependências.,” em Saúde Ocupacional: o trabalho ou o trabalhador como principal alvo da sua ação ?, 1ª ed., Petrica Editores,Lda, 2019, pp. 13-120. [10] E. Flaspöler, D. Reinert e E. Brun, “Expert forecast on emerging physical risks related to occupational safety and health,” Office for Official Publications of the European Commu- nities, Luxembourg, 2005. [11] P. Wang e K. Lin, “Coronary heart disease risk factors in urban bus drivers,” Public Health, vol. 115, nº 4, 2001. [12] É. A. Junior, “From what do the bus drivers get sick and die? A review of the literature,” Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, vol. 1, nº 2, 2003. [13] Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), “Segurança e Saúde no Trabalho da Condução Automóvel Profissional: Riscos profissionais e medidas preventivas,” Lisboa, 20196. [14] Organização Internacional do Trabalho, Segurança e saúde no centro do trabalho: Tirando partido de 100 anos de experiência, Genebra, 2019, p. 82. [15] Organização Internacional do Trabalho - OIT, “Estratégia Global de Segurança e Saúde Ocupacional,” Genebra, 2003. [16] A. Sousa Uva, Diagnóstico e gestão do risco em saúde ocupacional, Lisboa: Autoridade para as Condições do Trabalho, 2010, p. 197. [17] International Organization for Standardization Technical Committee, Risk Management-Guidelines, Washington, DC: International Organization for Standardization, 2018. [18] World Health Organization, “Healthy workplaces: a model for action: for employers, workers, policymakers and practitioners,” Switzerland, 2010. [19] International Labour Organisation (ILO), “Technical and ethical guidelines for workers' health surveillance,” Occupational Safety and Health Series, nº 72, 1998. [20] Organização Internacional do Trabalho (OIT), Problemas ligados ao álcool e a drogas no local de trabalho: a evolução para a prevenção, Genebra: OIT, 2008. Sabia que a cada 15 segundos ocorre um acidente de trabalho fatal? Juntos podemos mudar estes dados estatísticos. magazine risco zero

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