Magazine Risco Zero nº21
Dra. Natividade Augusto × Socióloga, pelo ISCTE × Pós-graduada em sistemas integrados, qualidade, ambiente, segurança e responsabilidade social × Especialista em Behavior Based Safety (BBS) × Diretora Geral da Revista Segurança Comportamental × CEO da PROATIVO, Instituto Português Referências bibliográficas: ACT (2018). Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho em 2017. Relatório de atividades apresentado à Assembleia da República. DSPSST - Direção de Serviços para a Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho. Lisboa. Ajzen, I. & Fishbein, M. (2000). Attitudes and the Attitude–Behavior Relation: Rea- soned and Automatic Processes. Em W. Stroebe & M. Hewstone (Orgs.), European Review of Social Psychology (Vol. 11, pp. 1-33). New York: John Wiley & Sons. Augusto, N. (2012). Programa de Segurança e Saúde Comportamental. International Conference on Health Techonology assessment and quality management. Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa: Lisboa Augusto, N. (2014). Riscos psicossociais e a segurança e saúde comportamental. Campanha Europeia 2014/2015. EU-OSHA. Auditório Rainha Santa Isabel do Cen- tro Cultural Casapiano. Lisboa. Augusto, N. (2020). Curso de Investigação e Análise de Doenças Profissionais (1.ª edição), ministrado à OIT e setores empresariais, entre novembro e dezembro de 2020. Campanha de EU-OSHA 2020-2022. Lisboa. Dekker, S., Hollnagel, E., Woods, D.; Cook (2008), R. Resilience Engineering: New directions for measuring and maintaining safety in complex systems. Final Report, Lund University School of Aviation. International Labour Office (2011). ILO introductory report: global trends and chal- lenges on occupational safety and health - XIXWorld Congress on Safety and Heal- th at Work: Istambul, Turquia. International Labour Office – Geneva. Doença profissional participada: processo de suspeita fundamentada de doença profissional – diagnóstico de presunção –, iniciado por qualquer médico com a obrigação de notificar a entidade competente,medianteoenviodo formulário de participação obrigatória devidamente preenchida (Augusto, 2020). Quase-doença profissional: é ausência ao trabalho por doença superior a 30 dias, que tenha recomendações médicas no regresso com impacto no exercício das atividades, sendo que estas possam ser explicadas ou causadas pela exposição aos riscos profissionais do contexto alvo (Augusto, 2020). Componentes materiais do trabalho: o local de trabalho, o ambiente de trabalho, as ferramentas, as máquinas, equipamentos e materiais, as substâncias e agentes químicos, físicos e biológicos e os processos de trabalho. Componentes imateriais do trabalho: cultura, clima, liderança, agentes psicossociais, gestão da mudança, gestão de relações sociais, gestão da comunicação, gestão da participação e compromisso, gestão comportamental e gestão de competências e resiliência (Augusto, 2020). Contexto alvo: é o contexto organizacional composto pelas condições materiais e imateriais do trabalho onde o evento indesejável tende a ocorrer ou ocorreu, remetendo em termos práticos para os critérios elegíveis desse contexto (Augusto, 2012). Hábito saudável: capacidade de o indivíduo identificar perigos para a saúde, avaliar e controlar os respetivos riscos nas funções exercidas, no presente, e que daí resulte um ato repetido, no nível consciente competente, no sentido de eliminar, reduzir ou controlar a ocorrência, agravamento ou recaída da lesão e afeção da saúde, no futuro, para si e para outros (Augusto (2020) baseada em Scott Geller (2001)). Hábito alvo: são comportamentos repetidos ou práticas repetidas tendendo para o nível da consciência competente, desejáveis para serem encorajadas ou indesejáveis para serem alteradas, daquele contexto de trabalho, por um determinado período (Augusto (2020) baseada em Scott Geller (2001)) Comportamento resiliente de saúde: é a capacidade de o indivíduo antecipar situações adversas novas e imprevistas, detetar os seus limites de perda de controlo, ajustar-se com adaptação positiva perante essa adversidade, com o objetivo antecipar a identificação dos perigos e eliminar, reduzir ou controlar aos riscos através de medidas, de forma a evitar a surgimento, agravamento ou recaída da lesão e afeção da saúde (Augusto (2020) baseada em Hollnagel, E.; Wears, R.L.; Braithwaite, J. (2015)). Investigação de doença profissional: é a procura de informações e dados sobre a doença, trabalhador afetado e o contexto alvo, através de evidências do percurso profissional, registos médicos e outros, entrevistas, observação em operação normal, de forma a possibilitar a caracterização deste evento indesejável, no passado e presente temporal (Augusto, 2020). Análise da doença profissional: é o ato de procurar entender as conexões entre as partes, explicações e causas, entre o contexto de trabalho alvo, características da doença e trabalhador afetado, identificando possíveis os fatores contribuintes, que possa conduzir à determinação de um plano de ações com a inclusão de barreiras efetivas no sentido de eliminar agravamentos, recaídas no trabalhador afetado (reabilitação e/ou de reintegração profissional, incluindo adaptação do seu posto de trabalho), e ocorrência dessa doença em outros trabalhadores que exerçam as funções similares (Augusto, 2020). /39
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