Magazine Risco Zero nº20

Enf. Ana Catarina Martins × Licenciatura em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa; × Formadora acreditada pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) desde 2013; × Formação em Suporte Avançado de Vida, certificado pelo INEM e American Heart Association (AHA), desde 2015; × Experiência profissional em Enfermagem no Trabalho; × Enfermeira na NWA desde 2014 atividades e interação social e prejuízo no desempenho profis- sional. Para além das questões relacionadas com a sexualida- de e a fertilidade, que podem contribuir ou agravar sintomas de depressão. Uma vez diagnosticada a endometriose, a mulher deve consi- derar alguns aspetos que poderão melhorar a sua qualidade de vida. Para além do tratamento medicamentoso ou cirúrgi- co, a mulher deve procurar: Apoio psicológico: para tratar possíveis quadros depressivos ou simplesmente para aprender a lidar melhor com a situa- ção, diminuindo os níveis de ansiedade e stress, que conse- quentemente diminuem a inflamação e a dor. Alimentação equilibrada: A alimentação pode ser um fator crucial no alívio de sintomas, especialmente da dor. Uma ali- mentação anti-inflamatória, sem produtos processados/açú- car, com pouco glúten e pouco consumo de álcool, pode ter efeitos muito positivos na redução do inchaço e peso ganho com a toma de alguns medicamentos e na redução da dor. Prática de exercício físico: É sabido que a prática regular de atividade física contribui para melhorar o nosso humor, níveis de energia e a nossa saúde como um todo. Certamente que nem todos os desportos são adequados para mulheres com endometriose, mas o mais importante é perceber qual o mais Fontes: Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose (Mulherendo) Hospital da Luz Saudebemestar.pt eficaz e começar a mexer o corpo. Yoga, pilates, caminhadas e natação são alguns bons exemplos. Dormir bem: Se o nosso corpo/mente não descansa no mí- nimo 7/8h por dia todo o quadro de dor pode-se intensificar. Tempo para mim: É fundamental tirarmos um tempo diário para fazer coisas que nos dão prazer, que aumentam a nossa autoestima e sensação de felicidade e assim contribuir para uma melhoria da nossa saúde mental. Saber parar: Aceitar que vai haver dias em que os sintomas se intensificam e que aí é importante parar. Deitar, colocar um saco de água quente ou de gelo na zona que está a doer ou tomar um banho quente relaxante são boas medidas. E, acima de tudo, ter consultas frequentes no ginecolo- gista e consciencializarmos cada vez mais mulheres para a existência desta doença e dos seus sintomas, para que possa haver um diagnóstico precoce e assim aumentar as oportunidades de um melhor acompanhamento e trata- mento, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

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