Magazine Risco Zero nº18
/53 A prevenção de riscos assente numa adequada e permanente avaliação do risco nos locais de trabalho é a actividade central dos serviços de Segurança e Saúde no Trabalho. Em particular, no que respeita à exposição aos riscos bioló- gicos e à sua avaliação no contexto laboral, tendo em vista a protecção dos trabalhadores em primeiro lugar, pretende-se identificar os agentes causadores de risco, a possibilidade da sua propagação na colectividade e o tempo de exposição efectiva ou potencial dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, a avaliação dos riscos permite formular orientações para a aplicação de medidas de protecção dos trabalhadores de agentes biológicos perigosos, bem como de agentes cuja pe- rigosidade ainda não esteja definida (DL 84/97, 16 de Abril). PERIGO: Fonte com potencial para causar lesão e afecção da saúde RISCO: Efeito da Incerteza Os agentes biológicos, estando presentes no meio que nos rodeia e ao coabitarem com todos os seres vivos, tornam-se assim um risco, com potencial real, de provocar efeitos ne- gativos na saúde dos trabalhadores e na sociedade em geral. Neste sentido, interessa-nos não só garantir a existência das condições para a realização dos trabalhos de forma segura, mas também garantir que os trabalhadores têm um elevado grau de compromisso com o cumprimento estrito das re- gras, uma vez que o comportamento adoptado perante es- tes riscos tem um papel assinalável no sucesso da aplicação das medidas preventivas. A informação e conhecimento são passados através de acções de consciencialização e afixação de documentação de suporte, de fácil acesso e compreen- são. Todavia existem riscos biológicos cuja perigosidade ou grau de propagação, são custosos de definir, dificultando de sobremaneira a definição e aplicação de regras, como por exemplo no caso da Covid-19, nome que, infelizmente, nos é já tão familiar e que chegou para se instalar no nosso quoti- diano provocando alterações consideráveis na forma de vi- vermos e convivermos. O mundo despertou de um pesadelo para a realidade pandé- mica trazida pela Covid-19. Um pesadelo com números pro- gressivos (5.635.384 casos e mais de 349.232 mortos ), com impactos que vão ficar gravados nas memórias de cada um e com efeitos que marcarão os limites das rotinas, convivên- cias e sentido(s) de comunidade. Um pesadelo por muitos antecipado, por outros nunca sequer imaginado. Nos dias de hoje, estamos perfeitamente cons- cientes das transformações diárias e adapta- ções iminentes, em especial no meio laboral, que aportam em si afastamentos, separações, recomeços, reajustes para garantir a minimiza- ção de riscos biológicos no local de trabalho e por consequência promover a segurança e saú- de do colaborador. Angola vive uma situação de calamidade pública motivada pela existência do risco de propagação da pandemia causada pela COVID-19, situação que determinou, ouvida a Assem- bleia Nacional, a declaração de Estado de Emergência, por um período de sensivelmente 2 meses, através de Decreto Presidencial. Daqui resultaram medidas específicas de pre- venção que são visíveis no dia-a-dia de toda a sociedade civil, sector público e privado. Para o Grupo Conduril não foi excep- ção e várias medidas, a nível nacional, foram tomadas e fazem hoje parte da rotina laboral dos nossos colaboradores. Nem sempre as mudanças são fáceis de gerir. Cada comunidade é única e por isso as estratégias de mitigação apropriadas vari- arão em função do nível de transmissão da comunidade, car- acterísticas da comunidade e populações e capacidade local de implementação dessas estratégias. ZOOM IN: O impacto da COVID-19: O exemplo da Emília A criatividade que emerge. A força que impera. A cora- gem que nunca se esgota. A bondade que sempre sobres- sai… Ao reflectir existem sempre dois níveis de análise que po- dem ser adoptados: um nível mais macro e abstracto, que coloca questões e procura os sentidos universais que an- siamos, tão latos que permitem a inclusão de tudo, e outro
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